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Fotos Para Guardar

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Fotos Para Guardar

julho 27, 2017

 

As mudanças realmente são contínuas, tudo a nossa volta se modifica a todo instante. Por esse simples motivo voltei a guardar a história à moda antiga. Evidentemente não abandonarei a maneira atual ou seja : digitalmente falando. Porque estou muito longe de chegar aos resultados que eu Morgânia considero “perfeitos” para fotografar.

Mas sabe com é, mesmo que lá no fundo da minha alma, não acredite nesta tal perfeição, o ego, aquele sentimento malvado do mal, sabe do que estou falando né? Então, ele sempre quer um pouco mais, e as vezes mesmo sabendo que estou errada quero alimenta-lo, quando eu sei que deveria deixa-lo morrer de fome.

E estou precisando mudar, trabalhar a ansiedade que tira minha paz, um pouco todo santo dia e as mudanças mesmo que singelas, fazem parte da vida e costumam trazer consigo uma etapa diferente para nossa existência.

Fotografar sem saber o que vai acontecer, ter paciência de esperar a foto surgir, entender e aceitar que a foto ficou escura ou por muitas vezes clara demais, aceitar e dizer –  está tudo bem.

Trabalhar com o ISO 800, mais flash (a instax 8 não permite mudar estas funções, são fixas) ligado, fazer cálculos malucos de matemática tem me ajudado nesse processo. Tem sido um enorme exercício para aceitar todas as minhas limitações. E chegar no final do dia e dizer: hoje não deu, amanhã vai ser melhor e depois de amanhã e depois e depois…

Ainda tem todo aquele lance de dar  importância  a simplicidade das pequenas coisas da vida, do cotidiano, sem retoques, meio torto, fora de foco, por que na real: tem quer ser muito ingênio para acreditar em vida perfeita não é verdade?

Não estou querendo dizer com isso que sou um exemplo criativo de descomplicação da vida, e que essa é a maneira que todos podem descomplicar suas vidas. Não mesmo, cada um descobre em algum momento da vida como fazer isso sozinho. Esta foi a minha maneira de fazer algo para tentar me deixar menos ansiosa de me cobrar tanto. Com essa experiência tenho enriquecido meu espírito com paisagens que me rodeiam, só que de uma forma mais lenta.

E foi na manhã de 22 de julho em Pirenópolis “a cidade do Amô” que comecei esse projeto.

Como já mencionei, quero muito guardar a minha história de uma forma diferente, com direito a colecionar as fotos dentro de uma lata de bombons, mas pode ser de biscoito também… porque no fundo não tem problema.