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Oi!

Oi!

Sobre Ajudar…

novembro 1, 2014
Cheguei em Linhares com uma missão: fazer um trabalho voluntário – fotografando as crianças da Pestalozzi, uma entidade filantrópica sem fins lucrativos que realiza atendimentos gratuitos aos usuários e suas famílias. São jovens  e adultos com deficiência intelectuais e múltiplas.
Só não contava que a Viação Águia Branca tinha feito uma confusão básica com minha passagem:não tinha lugar dentro do carro; o que me obrigou a esperar por mais uma hora até o próximo ônibus.Então estava eu em pleno terminal rodoviário: sozinha, sentada no chão; porque também não tinha lugar para sentar.Com a garganta inflamada, febre e uma enorme dor de cabeça.
Pensei em desistir e voltar para o edredom de bolinhas quentinho da minha tia Fátima, com direito a chá e beijinho na testa com a seguinte frase: Deus te abençoe 🙂 
No entanto sempre cumpro com minhas promessas,e seriam apenas duas horas por estradas estranhas e magníficas para descobrir que somos todos iguais na diferença…Valeu a pena!!!

🙂
Oi!

La Bella Polenta.

outubro 21, 2014
No último dia dez  de outubro começou a 36ª edição da Festa da
Polenta aqui em terras capixabas – e que a princípio eu teimava em chamar de “Festa da Pamonha” e que todo mundo chamava
minha atenção – Não é da pamonha Morgânia é da polenta… Ora mais não é tudo
de milho? Então dá no mesmo. Ok! Não é a mesma coisa. Acho que estou tomando
muito sol e queimei meus neurônios.

O fato é que estava sem nada pra
fazer, então aproveitei para conferi o evento, na companhia da minha família, da
Patrícia e de alguns amigos.
Sobre a festa:
Idealizada pelo padre Cleto
Caliman, em 1979 a Festa da Polenta, não está só limitada a comes e bebes – o primeiro
evento foi mais uma reunião entre famílias;um almoço para 150 pessoas, do que propriamente uma festa. Com a
intenção da preservação da música, dança, vestes, e a culinária da cultura
ítalo-brasileira do estado.A polenta pura era feita no tacho e espalhada na tábua, sempre acompanhada por
queijo e linguiça, que eram servidas em pratos e talhares
emprestados pelas donas de casa.
O negócio deu tão certo que em
1991, saiu da informalidade para entrar na história.
O evento vai além da
religiosidade, ele também é uma grande incetivo ao trabalho voluntário que mobiliza: crianças, jovens, adultos e idosos.  Um
costume cultural, trazido pelos imigrantes italianos. A comunidade entendeu que
a cultura e o turismo também são uma forma de levantar lucro, ajudando a
construir a identidade do município.Parte  dessa renda é distribuída entre as entidades filantrópicas sociais, culturais e
de saúde.
Em uma festa que tem o nome de polenta, o que não poderia faltar é a dita cuja.No ano passado foram consumidos 3.560 quilos de fubá, e 157 de sal, para a produção de polenta.Seguindo as suas raízes, o sabor da comida segue fiel a cozinha da nona.   Servida em cumbucas com molho bolonhesa e queijo ralado.  Polenta dura, frita em cubinhos, pão de polenta, polenta com frango frito, com linguiça, ou seja é polenta pra não acabar mais. 
🙂
Casa da Nona, um cenário que reproduz costumes antigos.
Consegue ver alguma coisa além de cabeças, braços, aparelhos  celulares e máquinas fotográficas lá no final? Muito menos eu, com meus 1.65m de altura.Mas estava prestes a acontecer um dos momentos mais aguardados da festa no domingo. O Tombo da Polenta.

Ainda bem que o namorado da Patrícia com seus quase 2.00m de altura, conseguiu registrar – mesmo eu tendo explicado rapidinho e de última hora o que ele precisava fazer para tirar as fotos (obrigada Victor pela paciência,e gentileza).
Em um panelão, são preparados quase 15 toneladas – 1.200 quilos por receita, 13 tombos do alimento ao longo da festa. A receita leva mil litros de água, e 200 quilos de fubá. Para mexer a polenta é preciso uma batedeira a motor. Tudo isso preparado diante do público. 
Foto do Victor
Fotos do Victor
E enquanto o panelão está sendo erguido o povo começa a cantar a La Bella Polenta; que vocês podem conferir  no vídeo pra lá de engraçado.
Trocando em miúdos: É uma festa que resgata a história de Venda Nova do Imigrante, para rever amigos e familiares e para gente como eu (visitante) que anda perdida em terras estranhas.
E como dizem a italianada de lá: Viva a festa da polenta!

🙂

Oi!

Pato Na Cebola.

outubro 13, 2014
Eu sei que o título do post
lembra algum tipo de prato culinário local, mas nem de longe estou aqui para
preparar uma receita gastronômica. Só achei interessante e confesso um tanto
engraçado. E já que tem cebola e pato no meio, pensei por que não colocar?
Sobre o Parque da Pedra da Cebola
– a pedra leva este nome sobre o desgaste da rocha, devido à ação do
intemperismo que produziu sobre ela, como o que ocorre com as cascas das cebolas.
O seu tombamento ocorreu em 16 de janeiro de 1989, com a mobilização da
comunidade que lutou para a preservação da área. Porém somente em cinco de
novembro de 1997, o parque foi inaugurado. Sendo o primeiro do Espirito Santo a
ser implantado em área de exploração de pedraria.
Lugar calminho, com muito verde,
cheio de crianças, casais de namorados, pavões, flores e claro muitos patos.
Um dos lugares preferidos da Patrícia
aqui em Vitória. Por esse motivo, ela resolveu que seria uma boa ideia mostrar o
local para que eu pudesse conhecê-lo. Foi divertido passar uma manhã inteira
por lá jogando conversa fora, na companhia, do Vitor (namorado da Pat) e do meu priminho
David; que anda grudado na barra da minha saia feito chiclete.

Priminho – Foto da Patrícia 🙂

Foto do Vitor
Oi!

Fui Buscar Um Abraço!

setembro 30, 2014

Essa semana chegou um e-mail com o
seguinte comentário:“É engraçado conhecer a pessoa
pessoalmente só depois que já são amigas. Não consigo imaginar com é” (Letícia Ferreira).

Em resposta, vou tentar esclarecer
a essa dúvida baseada em minhas experiências sobre o assunto, que é tão comum
mais ainda sim, um tanto confuso para quem ainda não passou por essa situação. A
princípio pode parecer estranho, mas até agora as minhas experiências foram positivas;
porque cada encontro foi diferente.
E com a Patrícia Becalli foi
ainda mais inusitado – já que tivemos nosso primeiro contato através de um cartão
natalino de um amigo secreto a convite da querida Fernanda Torres,
isso em plena era da internet. 
Poderia ter ficado por isso
mesmo, a Pat não precisava responder, no entanto ela enviou uma carta de
agradecimento, e foi esse comportamento que gerou a amizade, que no sábado
passado deixou de ser on-line para tornar-se física.
Foram dois anos de e-mails,
muitos comentários, presentes – a Patrícia tem um blog irresistível. Uma
segurou a barra da outra; porque ambas estavam passando por tribulações
complicadas. E no meio disso tudo a nossa amizade só fortaleceu e ela acabou se
tornando minha amiga íntima. Só que em momento algum foi cogitada a
possibilidade de nos falarmos ao telefone, ou usar o Skype.
Acredito que, no fundo a gente
queria manter isso em sigilo. E de certa forma era uma curiosidade boa.
E a primeira sensação que tive foi
de tranquilidade – porque em nenhum momento meu coração ficou acelerado ao ponto
de achar que ele iria sair pela boca – isso já aconteceu em outras situações.
Para contar mais um pouco sobre o
nosso encontro, no mesmo dia conheci a mãe, o namorado, e dois amigos da Patrícia
no Dom Camaleone – um restaurante italiano e pizzaria que fica em Vitória,ele tem um estilo meio pub e todos os garçons se vestem com roupas de hippie e são extremamente atenciosos,vale muito a pena visitar.
Resumindo: estou vivendo esses dias em uma cidade com trinta e quatro ilhas (e morro de medo do mar)  sem dia certo pra voltar pra casa, só porque um dia a Pat me prometeu um abraço.

🙂

Por hora é isso porque estou indo para praia.
Ah, e eu não sei mais como fazer fotos elas estão péssimas hahahah!

🙂
Oi!

Rotina

setembro 3, 2014
Tardes abafadas: tenho a impressão de está dentro de uma estufa. O que me faz integrar mais com à natureza. É o único lugar que se consegue respirar direito nesta época do ano por aqui.Andei mais egoísta, sentir tantas dores pode fazer você ficar assim;mas é bom saber que isso é passageiro, o egoismo, não a dor…
A minha caixa de e-mail está lotada, e não tenho ideia quando vou responder.No entanto tenham paciência eu irei responder.
Essa atmosfera me faz ter vontade  de trocar o salto por minhas botas, o carro pelo cavalo e voltar pra casa de onde onde eu nunca deveria ter saído.
Memes que não consigo decidir se  faço, ou não.
Idas ao veterinário,minha Trilha andou doente 🙁
Fui ao café e perdi a hora da sessão de cinema,queria ver o Planeta dos Macacos, mas isso não significa que perdi o passeio.
Esperei para ser atendida no DETRAN.
Brasília anda lindamente florida.
Encontrei uma borboleta.
Comprei sementes de flores.
Comprei velas
Choveu um pouquinho.
Tive saudades de quem não conheço pessoalmente e de quem conheço.
Fui a festa de aniversário da pequena Beatriz. Já falei Trícia, mas preciso comentar outra vez: estava tudo perfeito, parabéns!
Voltei ao café.
Virei o sonho de alguém(então porque você não vem logo me conhecer dona Dani?)O que te impede? Minha casa está de portas abertas para você.Só não demora muito, a vida é tão breve…
Voltei ao cinema, no meio do filme Deus não está Morto,blecaute no shopping.Agora tenho cortesia para voltar e rever o filme com direito a pipoca; só não sei se quero assisti-lo, já que é um desse filme que você consegue entender a mensagem logo de cara.
Presentes chegaram aqui: do Espirito Santo,Bahia,Minas Gerias e do Rio Grande Sul.
Cobranças do tipo: Quando você vem conhecer minha terra? Que dia você chega? Quando eu vou te conhecer? 
No entanto só tenho um coisa a dizer: chegou sua vez doutora Patricia Becalli. Vou buscar aquele abraço que você me prometeu, lembra?
Capinei o jardim.
Deitei embaixo das árvores e peguei no sono.
Escutei minha tia Fátima por três longas horas no telefone Ela sempre tem tanto a dizer, e algumas conversas me dão calafrios. 
Pensei no meu pai e senti uma saudade danada daquele velho teimoso.
Andei mais sensível e muito mais sensitiva.  
E claro fotografei 🙂

Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina /MG

agosto 23, 2014

Que viajar é uma oportunidade de descobrir lugares únicos
não é novidade pra ninguém. Cada lugar tem seus encantos, sua arquitetura,
religião e seus segredos. Então convido vocês a perderem o preconceito e dê uma
chance e experimentar o novo. Não faça de sua viagem um deslocamento
geográfico, faça dela uma experiência transformadora. Você pode tentar fazer
isso até mesmo na sua própria cidade. Você pode se surpreender!
Contemple a natureza…
Observe tudo, porque é nos detalhes que se descobre uma nova cidade.
Experimente os eventos fixos da cidade: na quinta-feira você pode desfrutar das Feiras das Quitandas,a partir das 15h. Na sexta-feira a Feira Nossa, a partir das 18h .Aos sábados a Feira dos Produtos da Roça a partir 8h no Mercado Velho que fica no centro da cidade.
Faça uma foto antiga ;custa R$ 5.00
Perca-se pela cidade voluntariamente,garanto que sempre vai ter um mineirinho disposto a te ajudar a encontrar o caminho.
Tome café na rua;no domingo acontece o Café no Beco, muitas barracas lotam este espaço: com biscoitos, pão de queijo,bolos…tudo isso ao som desse grupo de senhorezinhos que cantam músicas regionais.
Ou experimente alfajor,argentinos . Encontrei quatros  hermanos perdidos por lá, que insistiram para que eu comprasse; nem gosto, porque acho muito doce, mas eles pareciam precisar muito,custou R$ 2.00.
Busque fôlego para mais uma subida, misture-se mas não deixe de andar pelos becos e ladeiras de Diamantina.
Faz frio, mas compensa sair  à noite por suas ruas escuras.Aproveite para saborear os pratos típicos,eles dizem muito da cultura de cada região,  como essa pizza servida no Grupiara que aliás é uma delícia.

Querida Lisa, que essas dicas sejam suficientes para você aproveitar Diamantina quando você resolver aparecer por lá. E muito obrigada pelo e-mail mais emocionante de todos. Manda beijos pro teus tios.
🙂

Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina- MG/ Parte 4

agosto 20, 2014

Hoje o dia foi de comemoração(Colação) e ela começou cedo.Porque mineiro pode até comer quieto, mas ô povo pra gostar de festa sô!

Mas  antes de prossegui tenho um recadinho pra você  Gabriele.
Dona Gabi, quando olho para você hoje, me pergunto quem
foi o responsável por permitir que você crescesse?
E as perguntas continuam…
Onde anda a Gabi, que aos seis anos vestia meus vestidos,
colocava meus sapatos e saia desfilando pela casa?
Onde anda a menina que enlouquecia a Letícia porque ela não
aceitava me dividir com mais ninguém?
Onde anda a garotinha que ficou mega feliz quando liberei
você e sua irmã em uma loja, e disse que poderiam escolher o que quisesse? Mas
isso em meia hora. Vocês duas surtaram. Foi engraçado!
A pequena que me deixava de coração partido quando eu tinha
que voltar pra casa ao derramar lágrimas tão verdadeiras?
Eu poderia ficar aqui por horas só lembrando as nossas aventuras.
Por que provavelmente você não lembra metade delas.  
Espero que agora que você cresceu que é adulta, cultive a
criança que eu conheci. Afinal agora que você vai se aventurar na vida precisará
ter um bocado de força, resistência, flexibilidade… Use todos os recursos que
achar necessário (o mundo pode ser bem cruel), mas nem por isso é preciso deixar
a inocência morrer.
Parabéns!
O cabeludo e a minha Letícia 

Pititinha da tia você não pode namorar não!

Minha Letícia 🙂

Essa é a Pequena Pi,que de pequena não tem nada,o nome do blog é uma homenagem a essa minha magrelinha.

Rafael e Ana Carolina
A única foto que fiz da colação,além de longe estava bem escuro 🙁 E depois é claro; fomos festejar!!!

Diamantina tem uma vida noturna bem badalada.

E pra fechar a noite: livraria + cappuccino + pão de queijo + trufa 🙂
🙂
Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG/Parte 3

agosto 19, 2014
Terra dos diamantes, cidade
estudantil, de estradas reais, de personagens ilustres como o presidente Juscelino
Kubitschek e a escrava Chica da Silva; de gente simples e acolhedora. O tempo
parece escorrer vagaroso em Diamantina.
Não tem como negar a fortíssima influência
católica do lugar, com a magnificência de suas igrejas seculares. E você acaba
se deixando envolver por toda essa crença local. Entrei no carro em direção ao
Cruzeiro que fica em um dos pontos mais altos da cidade – Eu queria conversar
um pouquinho com Deus.

Minha vida : )

 Juscelino Kubitschek

Os sinos tocam anunciando que está na hora da missa, isso é tão interior.

De qualquer parte da cidade é possível
contemplar as torres.

Volta aqui amanhã.
Continua…
Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG/Parte 2

agosto 18, 2014
Das cinquenta e duas pessoas que
estavam na pousada; todas da família – Eu era a única que estava acordada às
5:00 da manhã e pronta pra descobrir a cidade. Casaco (Diamantina é bem fria
nesta época do ano) luvas, sapatos confortáveis, máquina, lentes, tripé e meu
cachorro amarrado no cós da calça – o comércio só abre às 9:00. Um café rápido
na praça – a padaria é o único local que você vai encontrar aberto neste
horário. E saí sem rumo.
De ruas estreitas e de pedras
colocadas ali pelos escravos, cheias de ladeiras, de cara você percebe que a
cidade não foi feita para carros. Mesmo assim eles estão lá, e aos montes e a
situação piora quando você nota que a sinalização é quase zero.
É um micro caos – carros que
disputam lugares com motos, que disputam lugares com gente, que por sua vez
disputam lugares com os cachorros de rua.
E foi no meio desse pequeno caos
que registrei pra vocês meu primeiro dia com olhar não de moradora local, mas
de viajante.

 Foi mal Daniele Tamara, mas não posso ir em Minas e não mostrar fotos da comida típica não é?

As embalagens tem poesia, essa é da Silvia Schmidt 🙂 
O único semáforo (que em Minas é
conhecido como sinaleiro) fica em um ponto um tanto estranho quase
imperceptível, já que ele está localizado ao lado de um casarão e sem nenhuma
identificação. Eu cheguei a duvidar se ele funcionava, mas ele funciona, por
mais doido que isso pareça.

 A livraria da cidade 🙂

Fonte de água.
Estava no paraíso, por que
Diamantina tem cafés espalhado por toda a cidade. Porém, como os espaços são
reduzidos, você precisa esperar por uma mesa.

Mas no Café Mineiro dá pra tomar
um cafezinho, assim: pela janela. E quando fiz essa foto lembrei-me de uma certa
menina de cabelos cor de laranja, do blog “A menina da janela“.
Essa loja estava fechada, e não
tinha nenhuma descrição sobre o que vendia ali, mas certamente foi uma das
fachadas que mais gostei.
Cidade turística sem hippie, não
tem graça.Notei que tinha uma cadela com uma coleira diferente que brincava próximo
a eles. E mandei fazer uma para o Orfeu.
Escolhi a pedra ametista, por ser
a pedra da alma, além de aclamar e trazer tranquilidade para o interior da
mente, ainda libera a tensão.

 E as cores de Gil…

Gil e André Kerestes,sou uma pessoa de palavra. Eu disse que colocaria a foto de vocês aqui no blog.
E minha bolinha de pelo com seu mais novo acessório.
Volta aqui amanhã!!!
Continua…
Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG / Parte 1

agosto 16, 2014

Semana passada estava outra vez em
Minas Gerais – pena que não nas Minas da Laura Nolasco e nem da Fernanda Torres;
pelo menos ainda não meninas.Mas um dia chego.
E eu me sentia uma criança de
cinco anos, toda vez que ouvia falar nesta viagem. Sabe aquela situação que os
pais fazem promessas aos filhos? – Te dou um pônei no Natal se você se
comportar. 
Era comum ouvir: Morgânia, você tem quer ir porque lá tem aquelas casinhas
coloridas e você vai poder fotografar tudo; as casinhas que eles tanto me
falavam, é porque Diamantina tem quase três séculos de fundação: só em 1722 surgiu
o primeiro povoado com casarios coloniais de inspiração barroca – todo mundo
que me conhece sabe que admiro o novo, o moderno, mas do que eu gosto mesmo é de
velharia (no bom sentido da palavra).
E como quase nunca apareço em
festas – não é que eu seja a ovelha negra da família – talvez só um pouco,
tipo: uma ovelha malhada. Então ouvi essa frase uma porção de vezes ao longo do
ano.
“E Wilsa se você estiver lendo isso aqui, eu sei que fui mal criada
algumas vezes sobre minha decisão. Quando respondia que não sabia; quando
disse que teria algumas pessoas que não poderia passar quatro dias na companhia
delas; isso seria muito pra aguentar. Quando simplesmente fiquei calada, quando
só te olhei ou até mesmo quando só sorri. Ora, essa sou eu e você sabe! Mas no
fundo eu também sabia o quanto isso era importante pra você; ter a primeira
filha se formando deve ser algo emocionante. E mesmo eu sendo a tia falsa da
Gabriele, eu tinha consciência que deixaria uma lacuna nesta história que pra
você tinha que ser perfeita. E logo agora que você tinha perdido seu sogro, o
Zeca perdido o pai e a Gabi o avô só a seis dias da formatura, seria hora de pensar
e agir como os três mosqueteiros – Um por todos e todos por um. Por que as
velhas mágoas e o meu orgulho neste momento tinham se tornado algo pequeno e insignificante.Então em todo momento eu pensei em você…”

E em uma quinta-feira fria de
agosto estava eu pegando o caminho e um milhão de coisas passava pela minha
mente enquanto o carro cortava as estradas. Só em pensar que eu ficaria nove
longas horas presa dentro de um carro, eu já surtava. Porque eu não fui de
avião? Então, lá não tem aeroporto, ou seja: aguenta Morg’s!
E foi aí que me dei
conta; a minha fobia não é viajar, mas de ficar presa.
Espero que gostem das fotos
feitas dentro do carro em movimento.
Esse enérgico deixa o Leandro acordado, e eu não sei bem se é para eu ficar calma ou preocupada com esse hábito dele… 
🙂
E no meio do caminho me deparo com a  Casa de Concessa e essa altura eu já queria era ficar por lá mesmo.A Cida Mendes não estava em casa,porém pelo link vocês podem conhecer um pouco da atriz e tudo sobre sua tragédia, e ficar por dentro de como o povo mais velho e alguns mais jovens  de Minas costumam falar até hoje. Você sabe do que eu estou falando não é Marcão??? 
É de morrer de rir 🙂

 Gostei tanto desse animais talhados na madeira.

Antiga máquina de moer café e pinturas da Concessa ao fundo

E depois de uma crise de riso ( tenho sérias e longas crises quando estou nervosa)ao avistar um tanto de barracas pelo caminho, fiquei com vontade de comer sonho com goiabada, mas não qualquer sonho, eu queria era o sonho lá da Bahia feito por Dona Dupina – olha só os desejos malucos que tenho.Porque vamos combinar;aonde que eu iria encontrar isso em plena estrada pra Minas? Se a Bahia ficava para o outro lado.Então eu tive que me contentar com esses biscoitinhos, pelo menos tinham goiabada.
E essas eram as barracas que me fizeram chorar de tanto rir. 
🙂
Depois que minha crise de riso passou, fui tocar um pouco de gaita,só que ainda não sei tocar direito, estou aprendendo,mas tinha que desviar minha atenção para outra coisa que não fosse a estrada.
Mas então que de repente do nada a paisagem começou a mudar e emergiu  imensos paredões de pedras…Isso só poderia indicar que eu estava bem perto de Diamantina.
E lembrei da bandeira de Minas Gerais onde está escrito – Libertas Que Sera Tamen  (Liberdade Ainda Que Tardia).
Eu estava perto de me libertar do carro meu povo.
Então cheguei e não é por nada não,mas estava curiosa pra desvendar a cidade.
Agora chama alguém pra dançar ao som do Daniel
Continua…
Volta aqui amanhã que te conto o resto dessa experiência.