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Diário de Viagem

2 on 2 Diário de Viagem Mil Fotos Pra Você The Road Is Home

2 on 2- Carnaval

março 2, 2017

 

O post de hoje, é para quem como eu ainda está em clima de carnaval… e desculpe pelo palavrão que segue ao longo deste post, mas só estou escrevendo o que ouvi em uma das quatro cidades que andei por esse carnaval de meu Deus, ou será do diabo?

E FODEU A PIRANHA APARECEU!

E FODEU A PIRANHA APARECEU!

E FODEU A PIRANHA APARECEU!

O ano passado quando visitei a cidade de Olhos D’ Água, soube do carnaval de rua um tanto diferente e engraçado; – segundo algumas pessoas, era de costume os homens do local usarem roupas femininas para comemorar uma das festas mais esperadas por boa parte do povo brasileiro.

Como já disse antes, tudo neste lugar é simples, e a festa não é diferente.

Teve beijo, abraço, homens de vestidos, de maquiagem tosca, de pernocas de fora, cerveja gelada, chuva, teve briga, palavrão, um singelo protesto contra a Temer (FORA TEMER!!!).

Muita música e uma infinidade de ritmos, de todos cantos deste país.

E claro, que não poderia deixar de conferir  isso de perto minha gente. E só tenho uma coisa a dizer: É de rolar de rir observar os moços na versão feminina.

Confere só:

Faby você curtiu o carnaval?

Beijo 🙂

 

 

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Olhos D’Água

dezembro 13, 2016

Senhoras e senhores, bem-vindos a Olhos D’ Água, uma vila quase isolada entre duas capitais – Brasília e Goiânia.

Onde poucas ruas são calçadas, onde quase não circulam carros – por essas bandas charretes  cavalos e bicicletas são mais comuns.

Imagine, entrar em uma rua de pedra  e desembocar em uma estrada de chão batido de terra vermelha no meio do mato. E você se pergunta: – uai, acabou? Para abrir em seguida um sorriso e achar isso tudo incrível.

Logo, esqueça:  cartão de crédito ou débito. Quando você consegue encontrar um lugar com a máquina para cartão, o sinal é quase um suspiro de tão fraco, o dinheiro vivo ainda é quem manda por aqui.

Esqueça também: bancos, caixas eletrônicos, ou hospitais, e  acredite se quiser, aqui só tem uma farmácia. Sendo um distrito de Alexânia, você precisa pegar a estrada, para pagar as contas por lá … Não esperem também por uma prefeitura, aqui só funciona uma sub-prefeitura, mas na real situação do país, não acredito mais que alguém precise de prefeituras, congressos, ou coisas do tipo…

Ainda é  possível encontrar quem tenha tempo: pessoas que ficam sentadas nas calçadas de suas portas de casas modestas se deleitando de uma boa conversa fiada.

Para muitos que não vivem aqui, o lugar parou no tempo, até acreditam que existe um atraso gigantesco. Na minha concepção, é só uma menina sem a miníma vontade de crescer. É preciso  aceitar que tudo tem suas limitações, e não tem nada de errado nisso.

Eu diria mais:

Não cresça menina morena de cabelos lisos de Olhos D’ Água , tu é tão bonita assim do jeitinho que é; pura, inocente. Você tem alma sensível. Continue mostrando sua simplicidade. O mundo gira veloz é verdade. Se quiser menina cresça, mas cresça só quando tiver pronta.

 

Só existe um serviço de telefonia que funciona, e ainda sim, é preciso saber os pontos exatos, uma dica: um dos lugares fica próximo da Igreja de Santo Antônio de Pádua . Aliás o santo responsável pelo nascimento da pequena vila.

Nascida de uma promessa, feita por uma das moradoras do vilarejo em 1941, para seu santo de devoção Santo Antônio, santinho casamenteiro para nosso povo; eu me pergunto, seria uma promessa para encontrar marido???

Se foi esse ou não o pedido, eu não tenho como lhes contar, só  sei que a capela foi erguida, com a doação de terras pelos cunhados da moradora, então a promessa foi cumprida. Etâ santinho danado sô!

Algumas pessoas de Brasília, procuram o lugar em busca de calma nos finais de semana, e outras já compraram casas para um recanto e fazer um ninho.

O lugar ainda é muito tímido em questão de serviço hoteleiro, não se pode esperar mais do que isso, aqui vivem apenas mil habitantes e a maioria das pessoas que chegam de outras cidades ficam em casas de amigos ou parentes. Só existem três pousadas, com pouquíssimos quartos  para se hospedar, e por isso precisei fazer duas viagens, uma no sábado e retornar no domingo. Mas considerando que a BR – 060 é bonita e muito bem sinalizada, valeu o esforço.

Além do mais precisava realizar um sonho antigo – estaria participando pela primeira vez ao vivo e cores de uma feira de escambo.

Bules de Prata de Lei 🙂

Sonho antigo – Feira do Troca

No começo o povoado que surgiu em volta da Igreja, era formado por meeiros (agricultores que trabalham em terras que pertenciam a outra pessoa). Moeda corrente era algo raro, consequentemente o sal era o único produto que mandavam comprar na cidade de Corumbá. De resto; a comida, os animais e os tecidos fiados pelas mãos das fiadeiras era trocados por outros serviços prestados.

Somente em 1974 uma professora da UnB (Universidade de Brasília) Laís Aderne,  reuniu os moradores e juntos tiveram a ideia de produzirem produtos como comidas típicas artesanato de raiz e alguns utensílios para incentivar na produção local. Surgindo então a Feira do Troca, que acabou se consolidando e a troca por necessidade deixou de existir. Hoje é mais uma questão cultural mesmo e cada um faz uma troca ou venda  justa como meio de negociação.

 

O casal de namorados descansado entre os tapetes 🙂

A feira acontece semestralmente no mês de junho e dezembro, e esse mês aconteceu a 87ª edição –  É como entrar em um portal e se transportar para uma época antiga. Agora acrescente um pouco de música, danças, teatro de mamulengo, atração circense, comidas típicas, muita gente e você já tem todos os ingredientes de uma boa festa.

Ao contrário do sábado, o domingo tinha muito mais expositores, e a chuva o sol e o vento brincaram de esconde- esconde ao longo do dia, e todo mundo entrou na brincadeira – Uma hora a chuva saia fininha e fresca molhando o corpo, para em seguida se esconder e dá passagem ao sol, que lançavam seus raios como se espreguiçassem de uma longa noite de sono.

O vento???

Ah, esse era moleque travesso levando tudo que via pelo caminho.

 

Continua…

 

 

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O Camping e o Capetinha de Minas.

agosto 28, 2016

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– Vamos pro rancho?

Sugeriu Sandra com um sorriso largo e cativante que só ela tem.

– Vamos eu disse!

– Sério, vamos mesmo?

– Sim, vamos!

E depois da minha resposta positiva que nem ela mesmo acreditava, estava eu indo em direção a um lugar situado lá pelas bandas da Serra da Canastra. Pertinho da cidade de Tapira em Minas Gerais e sem luz elétrica, o que significava que a civilização iria ser deixada para trás e a internet nossa de cada dia que nós faz de escravos a cada minuto só seria uma vaga lembrança distante e saudosa para alguns amigos presente ali. Portanto a única maneira de conseguir energia a noite é fazendo uma gambiarra com fios ligado a bateria do carro, que clareia somente a cozinha aberta da pequena casa de um quarto, uma sala e um banheiro.

A água encanada precisa de toda uma produção: um cano é introduzido ao fogão à lenha que por sua vez passa por uma serpentina e chega até o banheiro com água aquecida, para ninguém passar frio na hora do banho, um luxo diga-se de passagem para a simplicidade do lugar.

Para conseguir chegar ao Rancho do Rogério, você come um monte de poeira é chacoalhado por todo caminho, porque a estrada é de chão, passa por muitas fazendas, mata-burros, dando a impressão que o carro não vai conseguir se equilibrar e você vai atolar e ficar ali, plantações de eucaliptos que deixa uma agradável aroma no ar e uma paisagem de tirar o fôlego, e para todos os efeitos: isso já vale muito à pena passar por todo o perrengue.

Ao chegar ao nosso destino, a Sandra pergunta outra vez se eu não gostaria de acampar; segundo ela seria algo muito legal. Verdade seja dita, nunca gostei muito da ideia de dormir dentro de uma barraca no meio do nada, e para mais uma incredulidade da minha amiga Sandra eu disse : por que não experimentar ?

Depois de armar as barracas em um chão de areia branca salpicado de pedrinhas perto das cachoeiras, a noite caí o frio chega, e agasalhar é preciso, a escuridão do céu revela constelações de estrelas que provavelmente nem foram catalogadas pela União Astronômica Internacional. Suspiros e mais suspiros enquanto caminhava no breu da noite com o Orfeu e uma pequena lanterna de companhia e na esperança de não encontrar nenhuma jaguatirica ou javali no caminho, animais comuns por essas redondezas, segundo o dono do rancho. Afinal de contas, meu cachorro nunca foi ou será um cão de guarda, ele só é um pequeno poodle assustado que tem medo da própria sombra.

Uma aranha de olhos brilhantes aparece no caminho, e ao longe uma queimada que clareava a noite, fato triste mas normal nesta época do ano por aqui, foram os únicos fatos que aconteceram antes de retornar para a barraca, que por sinal estava brutalmente confortável, mas eu precisei de 3 blusas 1 casaco e mais um cobertor para aguentar o frio que costuma chegar até 3 ºC em certas noites na região, evidentemente não foi o caso, mas mesmo assim estava frio.

Acordei quatro vezes ao longo da noite, fato bastante normal que acontece comigo toda vez que me encontro longe da minha cama, sempre estranho o lugar, de resto, foi agradável ouvir o som da cachoeira no silêncio da noite.

A manhã começou ensolarada, mais ainda fria e agitada com o pessoal preparando o café e a comida para o dia que acabava  de nascer, regada de muitos “causos” (como os mineiros chamam histórias e lendas aqui) sobre capetas, aparições e cemitérios todos narrados pelo Aires, um cara que tem uma habilidade excepcional pra fazer você rolar de rir.

Uma delas por sinal chamou a minha atenção, onde ele diz saber uma receita de um suposto capetinha, fabricado com fezes de animais e mais alguns ingredientes. Segundo a crença local, algumas pessoas acreditam que ao fabricarem esse criatura, e colocarem dentro de casa, ele trará grandes fortunas para seus proprietários.

Entre muitas gargalhadas, comida, churrasco, cerveja, vinho, doce de ambrosia, queijo e incredulidade de minha parte para as possíveis criaturas do além, só faltou tomar banho de cachoeira, mas o frio me fez covarde para entrar nas águas geladas.

Mas prometo Minas voltar um dia para suas águas, em dias mais quentes é claro.

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Meu céu é azul e amarelo

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Sua majestade: o queijo da Serra da Canastra – Isso é bom, é muito bom, bom mesmo.

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Beijos para Rosana, que é a melhor cozinheira do mundo e não deixou ninguém passar fome 🙂

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Descubra Pirenópolis!

agosto 13, 2015

Pirenópolis, é uma pequena cidade que encontra-se aos pés da Serra dos Pirineus em Goiás. Foi criada em 1727 e é conhecida por suas manifestações folclóricas: as famosas Cavalhadas e da Festa do Divino. É o tipo de lugar ensolarado, onde o povo procura conservar antigas tradições  e seu estilo de vida pacato, faz você repensar o quanto é importante evoluir mas sem a necessidade de depredar.

É uma cidade que você pode perfeitamente passar todos (eu disse todos) os finais de semana por lá. E muitos são os motivos:

* Fica somente a duas horas de carro de Brasília, e três de ônibus.

* O centro histórico tem casas no estilo neocolonial simples, com ruas estreitas e ladeiras.

* A religião é católica; mas você é envolvido pelo cheiro forte de incenso que saem das muitas lojas e invade algumas ruas. Se você é uma pessoa como eu, que tem total liberdade de examinar fés e crenças, extraindo o melhor delas,  a cidade tem um misticismo muito presente no ar, não tem como negar isso.

*Tem muitas cachoeiras, morros, cerrados, mirantes, parques.

* No ecoturismo para os amantes de esportes de aventura; passeios de balão, salto de paraquedas, caiaque, off road, trilhas, tirolesa, trekking…

* Pousadas e hotéis, oferecem uma surpreendente e infinidade opções de hospedagem, que se encaixam em todos os orçamentos. A maioria é de pequeno porte, o que acaba transmitindo uma hospitalidade mais familiar.

E não posso fechar este post, sem comentar da excelente rede de restaurantes, cafés e barzinhos que é considerada como um dos mais importantes no pólo turísticos de Goiás, que é representada por uma culinária local e internacional; tem arroz com pequi, guariroba, paçoca de pilão, o baru, o famoso empadão goiano, e o quer dizer das quintadas e doces? Por Deus é tudo de bom!

Este é a quinta vez que os ventos me levam para aquelas bandas e somente por duas ocasiões fiquei hospedada em um hotel e outra vez em uma pousada, como fica muito perto de casa, geralmente vou e volto no mesmo dia. É só para sair da minha zona de conforto, mas sem levar horas e gastar uma fortuna com uma viagem muito longa. Porque você paga somente 26.50 reais em uma passagem de ônibus para chegar lá.

Se algum dia eu tivesse que sair aqui do DF, tenho quase certeza que Pirenópolis seria minha primeira opção para viver pelo menos por um tempo. Afinal é uma charmosa cidade com uma população  de 23.065 habitantes. O povo tem um sotaque diferente; a natureza é exuberante; as casas são coloridas – ainda sim muito pequena para alguém que ama a cidade grande…

Por hoje é isso pessoal!!!

Beijo, beijo 🙂

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Antes Tarde Do Que Nunca!

julho 24, 2015

Este é um post vindo diretamente do túnel do tempo.Depois de 15 anos, mais precisamente em março deste ano voltei a Belo Horizonte para: uma formatura, um pedido de casamento surpresa e um encontro incrível com a Laura Nolasco (do blog a meniana na janela).

As fotos foram feitas com minha máquina G10 Shot da Canon, de lente fixa,então não esperem muita coisa, mas que fique bem claro: sou apaixonada por todas as minhas máquinas fotográficas até mesmo as mais simples;cada uma tem uma maneira única e especial de fotografar, então não vejo problema em fazer fotos com qualquer equipamento.

Ah, não tem foto do baile, só algumas do centro da cidade, porque estranhamente era PROIBIDO entrar na festa com máquinas fotográficas. Hahaha! Isso é uma coisa bem estranha.

E mesmo assim elas só existem, porque sou uma criatura teimosa e muito positiva. Todas as pessoas a minha volta e até mesmo estranhos que encontrei na rua, não me deixaram  esquecer por um segundo que deveria ter cuidado com minha máquina e meu celular…

Mas, se eu não correr o risco, não registro nada, e sem foto não tem post para o blog,então como fazer?

Melhor pagar pra ver o que acontece, mesmo que o pagamento possa sair muito caro.

 Isto aqui é Brasil, realmente você pode ser roubado na próxima esquina, ou em cada esquina dependendo da cidade em que você esteja. É claro,toda regra tem exceção….No entanto ainda prefiro não me deixar influenciar pela crença aleia. Não tem coisa pior que poluir seu subconsciente com coisas negativas.

Dois dias,nove horas na estrada, três noites sem dormir.Uma cidade bonita;só que muito quente, quase infernal. Junte tudo isso e você tem um turbilhão de emoções. Eu diria que é  o tipo de coisa que você faz por impulso, por amar muito alguém e para conhecer gente nova.

Valeu a pena…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oi Laura demorou para liberar este post, mas como já falei:  antes tarde do que nunca…Saudades!

 🙂

 

Ps. O blog ficará fora do ar por alguns dias, estou mudando de casa (para o WordPress). E eu sei que a Lou como sempre vai deixar tudo perfeito.Está valendo cada centavo investido, espero que gostem!

 

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Memórias

julho 5, 2015

Já estou em casa, isso é bom e ruim ao mesmo tempo.

Perdoem-me, mas sinto-me realmente cansada para descrever meu último dia em Minas, agora só quero dormir. Espero que as fotos possam falar por si. No entanto nem sei porque fiz isso, tirei por puro tédio.

Antes de pegar a estrada, ouvi mais uma vez as frases que sempre faz meu coração partir ao meio:

-Fique ! Por que você precisa ir?

-Não vá!

-Você volta?

Não tenho resposta para essas perguntas.E por favor não entendam isso como ingratidão: porque não é, se ao menos houvesse uma maneira de me cortar em pequenos pedacinhos, poderia deixar um pouco de mim para cada pessoa que já passou por minha vida. Mas isso não é possível…

Obrigada por tanto amor! Mesmo vindo de pessoas que não conheço tanto assim. Este sentimento me faz forjar memórias inesquecíveis.

Amo vocês da mesma forma.

 

 

 

 

A música que ouvi na volta para casa.

 

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O Que Você Está Pensando Lapão?

julho 3, 2015

Ontem não foi um dia legal,e a noite chorei até dormir… Hoje só tenho vontade de trancar o quarto e engolir a chave. Agora estou usando três blusas além do meu casaco, e me sinto como uma cebola: cheias de camadas. E quando lembro da quantidade de roupas que estou usando, isso me faz sorrir.

A dona da casa fez a pergunta que ela faz todo santo dia:

– Você dormiu bem?

 E eu disse:

–  Sim!

Oh! meu Deus, agora eu vou para o inferno, porque menti para uma senhora de 82 anos.Sei que não é certo mentir, só não queria preocupa-la. Ela é tão boazinha comigo!

Também fiz a minha pergunta de sempre.

– Precisa de ajuda?

E ela sempre responde, a mesma coisa:

– Não, a casa é muito velha.

Mesmo assim lavei a roupa de cama. Durante o almoço ela comentou que seu vinho tinha acabado,que o dia estava frio o suficiente para apreciar um bom vinho. Fui até o mercadinho que fica pertinho da casa procurar um que pudesse agradar tanto ao meu gosto quanto ao dela. Não encontrei nenhum que goste, mesmo assim hoje terá vinho no jantar, mesmo que eu não costume jantar.

Prefiro beber uma taça de vinho,enquanto observo ela comer e contar suas histórias, disso eu realmente gosto; de antigas histórias de amor.

Outro dia perguntei-lhe por que não voltou a se casar já que seu marido morreu quando ela tinha 45 anos. Respondeu-me, que o amava muito e ficou com a cabeça “atrapalhada”. Acho que ela quis dizer que não tinha cabeça para isso… Bom eu acho que é uma situação muito triste ficar sozinha no mundo. Nenhuma pessoa deve ficar sozinha, não mesmo.

Eu sempre estarei do seu lado…Sempre!!!

 

Um beijo pode fazer você melhorar o humor Lapão, acredite!
Fernanda Maria essa foto é para você 🙂

Olhar o horizonte, mesmo que através de uma pequena janela,pode mudar sua perspectiva e fazer você enxergar,novas possibilidades… Lapão, pense nisso!

As fotos, fazem parte do projeto ” O que você está pensando Lapão. Vocês podem saber mais sobre ele clicando aqui .

🙂

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Não Tenho Sono…

julho 2, 2015

Fiquei muito tempo olhando essa parte escura do quarto,antes de levantar da cama. Preciso parar de fazer isso, porque eu sei que é algo muito estranho ficar olhando esse canto sombrio. Além do mais, preciso aproveitar meus últimos dias aqui em terras mineiras…

Para o café da manhã teve: broa de milho e um biscoito com um nome um tanto peculiar e preconceituoso: calcanhar de nego,mas que eu vou chama-lo de calcanhar afro descendente. Quem será que resolveu colocar esse nome em um biscoito que nem mesmo tem formato de um pé?

 

A praça das rosas continua encantadora,só ficou ruim quando a cara do cachorro resolveu aparecer. E adivinhe? Seu cão veio ao meu encontro outra vez. Dessa vez falei educadamente para ele retirar seu animal do meu lado,porque ele só pode está tirando uma com a minha cara, não é possível. Cheguei a uma conclusão:não volto mais nesta praça, essa história acaba aqui.

Para noite: chá com rosca de canela,pois o sono sumiu…

🙂

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Um Dia De Cada Vez

junho 27, 2015

Hoje fez 14°C, e isso não é muito frio. A Serra da Canastra já foi mais fria.  No entanto quando acabei de lavar minhas roupas, minhas mãos estavam queimando de tão geladas que elas ficaram. Coloquei o vestido que eu costurei mês passado e mesmo me sentindo um pouco estranha e perdida, fui aproveitar o dia.

Caminhei até a praça das rosas  com o Orfeu; mas no meio do passeio um cachorro correu em direção a ele , e eu só pude pega-lo no colo, enquanto o cão ficava cheirando minhas pernas. Fiquei tão tensa que nem tive coragem de pedir para o moço  retirar seu animal. Foi algo muito desagradável, já que ele era muito grande; tanto o cachorro como o dono dele.

O cara era realmente muito folgado, só ficava falando para não me preocupar, pois seu cão  não mordia. Por que diabos alguém anda com seus bichos  fora da guia? Isso é proibido em Brasília e deveria ser lei em qualquer lugar.

Na volta passei em uma loja e comprei pratinhos decorados. São tantas estampas delicadas – optei por essa floral na cor azul, que vocês podem observar na terceira foto.

 

Encontrei uma flor que lembra muito uma lagarta peluda.

 

E esta bougainvillea, mais conhecida como primavera, três-marias, lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, pataguinha, e flor de papel, você escolhe 🙂

Essa pequena casa antiga.

 

Teve farofinha de milho outra vez no almoço, poderia ter todos os dias, que eu realmente  iria achar perfeito.

 

 

Até aqui o dia foi bom, espero que fiquei perfeito. Que assim seja !!!

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Frio, Frio

junho 26, 2015

 

Não é mais novidade para ninguém: basta o tempo esfriar que as agulhas passam a ser minhas companheiras intimas. Sinto que vou ter um treco se não tricotar, seja lá o que for.

Então, ontem acordei muito animada, e fui para o centro da cidade procurar alguma loja para comprar o material.Para minha surpresa, tudo aqui é bem caro. Por que cidade pequena tem a mania de vender as coisas mais caras em relação as grandes cidades?

É verdade que eu poderia ter comprado tudo em Brasília, e colocado na mala. Mas ao fazer isso eu perderia a oportunidade de andar pelas ruas procurando o material, conhecer lugares novos, sentir o vento frio no rosto e não teria conhecido a atendente da loja, tão calma e prestativa. Pagar um pouco a mais pode ter suas vantagens.

E como dizia meu pai: “Homem foi feito para trabalhar,dinheiro para gastar e carro pra rodar por aí…” E eu concordo em gênero, número e grau com ele.

No mais passei o dia inteiro tricotando e ouvindo Frío ,Frío de Juan L. Guerra e com uma vontade louca de dançar. Mas no meu quarto só tem o Orfeu e ele não gostou muito bem da ideia,quando eu coloquei ele no colo e saí rodopiando. Deveria ter filmado isso pra mostrar aqui hahahah!

Ah!, eis meu trabalho pronto 🙂

 

 

 

 

 

 

Beijo