Oi!

Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG / Parte 1

agosto 16, 2014

Semana passada estava outra vez em
Minas Gerais – pena que não nas Minas da Laura Nolasco e nem da Fernanda Torres;
pelo menos ainda não meninas.Mas um dia chego.
E eu me sentia uma criança de
cinco anos, toda vez que ouvia falar nesta viagem. Sabe aquela situação que os
pais fazem promessas aos filhos? – Te dou um pônei no Natal se você se
comportar. 
Era comum ouvir: Morgânia, você tem quer ir porque lá tem aquelas casinhas
coloridas e você vai poder fotografar tudo; as casinhas que eles tanto me
falavam, é porque Diamantina tem quase três séculos de fundação: só em 1722 surgiu
o primeiro povoado com casarios coloniais de inspiração barroca – todo mundo
que me conhece sabe que admiro o novo, o moderno, mas do que eu gosto mesmo é de
velharia (no bom sentido da palavra).
E como quase nunca apareço em
festas – não é que eu seja a ovelha negra da família – talvez só um pouco,
tipo: uma ovelha malhada. Então ouvi essa frase uma porção de vezes ao longo do
ano.
“E Wilsa se você estiver lendo isso aqui, eu sei que fui mal criada
algumas vezes sobre minha decisão. Quando respondia que não sabia; quando
disse que teria algumas pessoas que não poderia passar quatro dias na companhia
delas; isso seria muito pra aguentar. Quando simplesmente fiquei calada, quando
só te olhei ou até mesmo quando só sorri. Ora, essa sou eu e você sabe! Mas no
fundo eu também sabia o quanto isso era importante pra você; ter a primeira
filha se formando deve ser algo emocionante. E mesmo eu sendo a tia falsa da
Gabriele, eu tinha consciência que deixaria uma lacuna nesta história que pra
você tinha que ser perfeita. E logo agora que você tinha perdido seu sogro, o
Zeca perdido o pai e a Gabi o avô só a seis dias da formatura, seria hora de pensar
e agir como os três mosqueteiros – Um por todos e todos por um. Por que as
velhas mágoas e o meu orgulho neste momento tinham se tornado algo pequeno e insignificante.Então em todo momento eu pensei em você…”

E em uma quinta-feira fria de
agosto estava eu pegando o caminho e um milhão de coisas passava pela minha
mente enquanto o carro cortava as estradas. Só em pensar que eu ficaria nove
longas horas presa dentro de um carro, eu já surtava. Porque eu não fui de
avião? Então, lá não tem aeroporto, ou seja: aguenta Morg’s!
E foi aí que me dei
conta; a minha fobia não é viajar, mas de ficar presa.
Espero que gostem das fotos
feitas dentro do carro em movimento.
Esse enérgico deixa o Leandro acordado, e eu não sei bem se é para eu ficar calma ou preocupada com esse hábito dele… 
🙂
E no meio do caminho me deparo com a  Casa de Concessa e essa altura eu já queria era ficar por lá mesmo.A Cida Mendes não estava em casa,porém pelo link vocês podem conhecer um pouco da atriz e tudo sobre sua tragédia, e ficar por dentro de como o povo mais velho e alguns mais jovens  de Minas costumam falar até hoje. Você sabe do que eu estou falando não é Marcão??? 
É de morrer de rir 🙂

 Gostei tanto desse animais talhados na madeira.

Antiga máquina de moer café e pinturas da Concessa ao fundo

E depois de uma crise de riso ( tenho sérias e longas crises quando estou nervosa)ao avistar um tanto de barracas pelo caminho, fiquei com vontade de comer sonho com goiabada, mas não qualquer sonho, eu queria era o sonho lá da Bahia feito por Dona Dupina – olha só os desejos malucos que tenho.Porque vamos combinar;aonde que eu iria encontrar isso em plena estrada pra Minas? Se a Bahia ficava para o outro lado.Então eu tive que me contentar com esses biscoitinhos, pelo menos tinham goiabada.
E essas eram as barracas que me fizeram chorar de tanto rir. 
🙂
Depois que minha crise de riso passou, fui tocar um pouco de gaita,só que ainda não sei tocar direito, estou aprendendo,mas tinha que desviar minha atenção para outra coisa que não fosse a estrada.
Mas então que de repente do nada a paisagem começou a mudar e emergiu  imensos paredões de pedras…Isso só poderia indicar que eu estava bem perto de Diamantina.
E lembrei da bandeira de Minas Gerais onde está escrito – Libertas Que Sera Tamen  (Liberdade Ainda Que Tardia).
Eu estava perto de me libertar do carro meu povo.
Então cheguei e não é por nada não,mas estava curiosa pra desvendar a cidade.
Agora chama alguém pra dançar ao som do Daniel
Continua…
Volta aqui amanhã que te conto o resto dessa experiência.

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10 Comments

  • Reply Nanda Torres agosto 16, 2014 at 9:57 pm

    Morg, acredita que eu nunca fui em Diamantina? E seu post me deu vontade de ir, vou aguardar o próximo e me encantar mais!!!
    Mas, fico feliz que esteja chegando mas próximo de mim hahaha
    Você conhece Tiradentes? Seria uma cidade linda da gente ir!!! Eu tb adoro essa tal "velharia" e lá é bem assim 🙂
    Tem até maria fumaça, eu morro de amores por Tiradentes *-*

    Bem, é isso! Morri de vontade de estar em Diamantina com vc 🙁
    beijos

    • Reply morgania agosto 16, 2014 at 11:09 pm

      Oh, não me chama não moça, que eu vou hahahah!!!!
      E não, esse nosso país é grande demais, e eu sou pequena Fernanda.Mas dizem que lá é encantador.
      Mas são quantas horas aqui do DF para tua cidade ???
      Você está me devendo café com pão de queijo, tá lembrando né?
      Se cuida!
      Beijos.

  • Reply Clay agosto 16, 2014 at 10:02 pm

    Uma foto mais linda que a outra *_____________*
    E o recadinho na lousa? hehehehe Também quero um diário de viagem =D
    Adorei

    Beijos

  • Reply morgania agosto 16, 2014 at 11:18 pm

    Olá Clay!
    A maneira como eles falam é fofinha não é? Eu fico meio perdida, até entender o significado.
    E o diário eu mesma fiz,em uma oficina aqui em Brasília, não é complicado de fazer, você pode encontrar PAP no You Tube.
    Se cuida.
    Beijos.

  • Reply daniele.tamara agosto 16, 2014 at 11:28 pm

    Fiquei super encantada com essas estradas com montanhas, imaginei algumas sessões de fotos… #)
    Não sei se conseguiria ficar tanto tempo assim dentro do carro, sou impaciente demais, mas dependendo da cidade destina, e pessoas que encontraremos, é super válido.
    Essas barraquinhas nos acostamento me fazem lembrar pinhão, tangerina, melancia e abacaxi, quando é época sempre compramos quando estamos em viagens. Adoooooooooooooro!

    OBS: Favor não colocar biscoitos em posts, isso me faz morrer de vontade de tomar um canecão de café ( o seu ) e os biscoitos com você, no seu jardim com uma toalha xadrez no chão. ( sim eu sonho com isso ) >.<

    Um beijo

  • Reply morgania agosto 16, 2014 at 11:45 pm

    Pois é amiga, é isso que a gente faz por alguém que se ama; sacrifícios.
    E fotos nas pedras? A pessoa aqui tem mor medão de altura, não mesmo, só se fosse em algumas bem pequenas.
    Ah, então vem cá que vou fazer um tantão de biscoitinhos e pão de queijo pra você, com toalha xadrez e todas as frescuras de Morgânia. Só que depois a gente vai ter quer sair pra eliminar as calorias, você sabe não é???
    Beijos te adoro 🙂

  • Reply Patricia Leardine agosto 17, 2014 at 12:29 am

    Diamantina está na minha lista de lugares para conhecer. Além das razões históricas, apaixonei-me depois do filme e do livro Minha Vida de Menina. Acho que sou um pouco Helena também. Parabéns pela viagem, estou muito inspirada pelas fotos!

  • Reply Pâmela Teles agosto 17, 2014 at 4:40 am

    Fotos lindas!
    Diamantina deve ser realmente muito linda, está na minha "lista" de lugares que gostaria de conhecer.

  • Reply Laura Nolasco agosto 17, 2014 at 9:38 pm

    Você é uma moça feita de poesia, Morgânia.
    Adorei as fotos e adorei o texto. Me identifiquei demais vendo o site da Concessa, já que até meus amigos mineirinhos dizem que tenho muito sotaque (Em Belo Horizonte o sotaque das pessoas é bem menos carregado, então reparam muito no meu >.< )
    Ao contrário de você, amo viajar de carro. A ansiedadezinha que me dá e o anseio por chegar são deliciosos, além de me sentir livre, leve… não sei descrever, mas fico muito feliz em passar horas em um carro viajando, amo as paradas "prá esticá as perna" na estrada, amo chegar enfim ao meu destino. Essas barraquinhas na estrada pra mim são tão normais, haha!
    Não conheço Diamantina, mas as cidades históricas de Minas costumam ser mesmo encantadoras. Também amo as velharias. Espero que um dia você venha pras "minhas Minas" (fiquei tão feliz de ler meu nome ali) ou, porque não, eu vá aí conhecer sua Brasília e possamos tomar um capuccino juntas (ou um café… o chá eu deixo pra você!).
    Esperando ansiosamente pela próxima postagem.
    Beijos,
    A Menina da Janela

  • Reply Lisa Cristine agosto 18, 2014 at 4:18 am

    Ainda não consegui escolher qual das duas postagem eu mais mim apaixonei (…) Oh, cidadezinha linda <3

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