Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG/Parte 2

Das cinquenta e duas pessoas que
estavam na pousada; todas da família – Eu era a única que estava acordada às
5:00 da manhã e pronta pra descobrir a cidade. Casaco (Diamantina é bem fria
nesta época do ano) luvas, sapatos confortáveis, máquina, lentes, tripé e meu
cachorro amarrado no cós da calça – o comércio só abre às 9:00. Um café rápido
na praça – a padaria é o único local que você vai encontrar aberto neste
horário. E saí sem rumo.
De ruas estreitas e de pedras
colocadas ali pelos escravos, cheias de ladeiras, de cara você percebe que a
cidade não foi feita para carros. Mesmo assim eles estão lá, e aos montes e a
situação piora quando você nota que a sinalização é quase zero.
É um micro caos – carros que
disputam lugares com motos, que disputam lugares com gente, que por sua vez
disputam lugares com os cachorros de rua.
E foi no meio desse pequeno caos
que registrei pra vocês meu primeiro dia com olhar não de moradora local, mas
de viajante.

 Foi mal Daniele Tamara, mas não posso ir em Minas e não mostrar fotos da comida típica não é?

As embalagens tem poesia, essa é da Silvia Schmidt 🙂 
O único semáforo (que em Minas é
conhecido como sinaleiro) fica em um ponto um tanto estranho quase
imperceptível, já que ele está localizado ao lado de um casarão e sem nenhuma
identificação. Eu cheguei a duvidar se ele funcionava, mas ele funciona, por
mais doido que isso pareça.

 A livraria da cidade 🙂

Fonte de água.
Estava no paraíso, por que
Diamantina tem cafés espalhado por toda a cidade. Porém, como os espaços são
reduzidos, você precisa esperar por uma mesa.

Mas no Café Mineiro dá pra tomar
um cafezinho, assim: pela janela. E quando fiz essa foto lembrei-me de uma certa
menina de cabelos cor de laranja, do blog “A menina da janela“.
Essa loja estava fechada, e não
tinha nenhuma descrição sobre o que vendia ali, mas certamente foi uma das
fachadas que mais gostei.
Cidade turística sem hippie, não
tem graça.Notei que tinha uma cadela com uma coleira diferente que brincava próximo
a eles. E mandei fazer uma para o Orfeu.
Escolhi a pedra ametista, por ser
a pedra da alma, além de aclamar e trazer tranquilidade para o interior da
mente, ainda libera a tensão.

 E as cores de Gil…

Gil e André Kerestes,sou uma pessoa de palavra. Eu disse que colocaria a foto de vocês aqui no blog.
E minha bolinha de pelo com seu mais novo acessório.
Volta aqui amanhã!!!
Continua…

10 thoughts on “Eu Na Terra Dos Outros – Diamantina – MG/Parte 2

    1. Lisa,saber que dei conta de congelar imagens, a ponto de emocionar sua família,mexeu muito comigo e é com esse sentimento e chorando( sou muito sensível mesmo) que respondendo seu comentário.

      Muita gente pergunta se eu tenho noção das fotos que faço? Eu sempre respondo que não.
      Porque por muito tempo me fizeram acreditar que eu não podia fazer nada direito,que isso estava reservado para os outros, e eu na minha ignorância acreditei. Quanto burra eu fui.
      Dê um abraço bem apertado em seus parentes e agradeça pelo grande presente que eles acabaram de me enviar, de abrir meus olhos e olhar para minha fotos de uma outra forma tudo isso através de suas palavras.
      Se cuida.

  1. Mas pão de queijo é bom demais sô! hahahaha
    Morg, consegui até visualizar você turistando pelas Minas *-*
    Pesquisei no google e nossas cidades estão separadas por muitas horas, 12! 🙁
    O que me deixou bem triste!
    Mas o convite está de pé! Não pra passear aqui na minha cidade (só se hospedar, claro), pq aqui é muito feio hahaha, não tem nda! Mas pra gente partir pra Tiradentes, que é lindo! Ah, e tem uma cidadezinha chamada "Bichinho" que dizem ser toda fofa, depois joga no google! Lá eu ainda não conheço :))

    É isso, eu amei você em MG!!!!!
    beijos

  2. Adorei as fotos Morgânia!
    E,principalmente, a foto do café na janela Hahah… tá aí uma das minhas coisas preferidas em cidades históricas: muitas janelas fotografáveis! Se olhar as fotos que tirei de Ouro Preto, Congonhas e outras cidades pequenas, o que mais dá é foto de/em janela.
    Aaah, e o transito de Diamantina se repete em Ouro Preto: ruas estreitas em morros que são um caos pra um carro subir sozinho, que dirá varios carros, motos, onibus, vans… O jeito é andar a pé mesmo (e, como diria minha tia avó, haja canela pra subir tanto morro!).
    É uma delicia ler seus textos, ver suas fotos e principalmente saber que você lembra de mim de vez em quando.
    Beijos,
    A Menina da Janela

Deixe uma resposta