Uma História Sobre Aquecer
Hoje, eu bem que poderia escrever um post, para registrar o quanto o céu antes das 05:00hs , tem uma cor púrpura de deixar qualquer um hipnotizado neste mês de junho.
Ou escrever sobre uma dúzia e meia (eu contei) de algum tipo de ave que desconheço, que passam voando sobre o telhado da casa, cantando um som tão bonito todos os dias exatamente às 06:00hs em ponto, e retornam às 18:00hs da tarde. Fico me perguntando como elas sabem o horário certinho para ir e voltar?

Ou falar que com esse tempo mais frio, é muito bom tomar a sopa de camarão da pamonharia com coentro verde, milho e queijo ralado perto de casa, mesmo que a dona já me conheça há muitos anos e seja incapaz de me dá um simples boa noite; não entendo o mau humor de cão daquela mulher. A criatura é um ser amargo de corpo e alma… Só me dou ao trabalho de comparecer ao seu estabelecimento, porque ainda não apareceu nada melhor.

Ou de como amo o silêncio que impera no condomínio no fim de semana, o pessoal fica acuado dentro de suas casas, oh beleza! Só o canto dos pardais, sábias e joão – de – barro nas árvores do meu jardim e eu fico debaixo do cobertor pensando: bem que poderia ser assim seis meses só de friozinho deliciosamente gostoso, um pouco de primavera e outono e nada de verão.

Eu realmente teria muitos assuntos para abordar aqui, só que hoje eu quero falar sobre pantufas.

Isso mesmo, pantufas! Não dessas quentinhas, feitas em massa Made in China – mesmo porque já tenho duas. E sim de uma simples que costurei no domingo passado. Sem molde algum em mãos eu resolvi tentar, e fazer o meu próprio molde, modéstia à parte eu mando muito bem na máquina de costura.

Para o molde, usei meus pés, e o seguinte material: feltro, desse que usam para colocar carpete interno em carros, fios de lã para os olhos e nariz, linha e o pompom de lã branca para o rabinho. Quarenta minutos depois, estava desfilando pela casa com minhas mais novas pantufas de ratinhos.
Costurar hoje é melhor que antes. Já ganhei algum dinheiro com feiras e exposições, mas pelo fato de ser uma obrigação, nunca pude curtir direito essa arte tão antiga. Cansei de virar noites e mais noites costurando, vivia com sono e mais tensa do que o normal durante o dia, para entregar todos os pedidos. Sinceramente não valia à pena.

Agora que costuro só pelo simples prazer de costurar, é bem mais divertido…

Que vocês possam ter o coração, alma e pés aquecidos neste próximos dias frios.
Então tá então!
Beijos!!!

Voltei e senti que precisa voltar aqui pra te contar a novidade 😀
Cada estação tem a sua peculiaridade. O inverno, o aconchego. Adoro andar de meias pela casa. Às vezes não uso sapatos no trabalho também. Meias grossas e fofinhas. Já tive várias pantufas, mas nunca tentei fazer. Os seus ratinhos são fofos, parecem tão quentinhos e ficam ainda mais lindos com esse ambiente de feito-em-casa. Nunca costurei, já tentei mas não gostei. Fui criada entre as encomendas de costura da minha mãe e vó, e elas costuram até hoje.
Oi Pat!
Você disse a mais pura verdade.
E eu jamais conseguiria ficar sem costurar, é mais forte do que eu mesma.
Beijos.