2 on 2 Dois Mundos Mil Fotos Pra Você

Barcos – 2 on 2

dezembro 5, 2016

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Miguel,

fiz barquinho de papel

porque não sei fazer avião.

Vou colocar no mar.

Daqui, até lá

não vai demorar chegar.

Pega um e navega pelo mundo.

Você sabe que há muito para ser visto em toda parte,

desde que a gente mantenha os olhos bem abertos.

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Blog da Faby aqui

🙂

Mil Fotos Pra Você

Sr. Ladrão(a)

novembro 23, 2016

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Sr. Ladrão(a), primeiro espero sinceramente que você saiba ler; caso contrário peça para alguém fazer isso para você. Vou te contar os motivos que me levaram a colocar vasos de gerânios  na fachada da loja:

“Quero deixar a rua que me parece tão sem graça mais bonita para todo mundo que passa por ali. Seja de carro ou a pé; de avião ou de balão, o que custa deixa esse mundo mais bonito? Então por favor colabore”.

Já passaram três semanas desde que você resolveu surrupiar meu vaso de gerânios e  realmente posso entender  a tua falta de caráter – minhas plantas são incrivelmente lindas e tu não resistiu, certo? Mas ainda sim eu sinto falta delas.

Era uma manhã quente de domingo, quando cheguei na estufa, o pessoal havia acabado de molhar todas as plantas, e vez ou outra  era surpreendida por pingos de água, que caim  sobre a minha  pele – isso dá uma sensação gostosa, e você não tem vontade de sair de lá nunca mais. É tão verde, tão perfumado, tão colorido. Se tiver uma oportunidade aconselho que faça isso o quanto antes.

Domingo é meu dia favorito da semana. E já te explico: siga meu raciocínio lógico (caso você consiga é claro, é porque você pode ser uma criatura desprovida de faculdade mental) vai saber – Domingo é dia de passeio, de encontrar os amigos, a família, o amor de sua vida. Para quem gosta ou precisa: ir a igreja, falar com Deus “Ele” não está lá, mas há quem acredite nisso, enfim… Serve para você ficar de pernas pro ar; encontrar um café bacana na cidade; passear com o cachorro; pedalar por horas de bicicleta; ir ao cinema comer pipoca salgada com muita coca-cola gelada hummm! Testar uma receita nova ou até mesmo fazer uma viagem curtinha sabe? Tanta coisa legal pode acontecer, por isso ele é um dia especial para mim.

Eu já ouvi pessoas comentarem que a melhor coisa que fiz foi voltar para a fábrica.  Não concordo, mas precisei voltar. E como você notou, o lugar estava mal tratado e  não gostei nada do que encontrei ali, mas também adorei a ideia de poder transformar, limpar, ajeitar, colar, remendar… Se é pra deixar o lugar mais bonito  sou a pessoa certa para o trabalho.

O que  encontrei foi uma tela em branco, então pintei e organizei, mas faltava os acessórios . E comecei a observar a fachada da loja, no processo muito simples: andava até o outro lado da rua e ficava buscando uma forma de transformar e acrescentar algo que chamasse a atenção das pessoas que passavam ali,  e foi em uma dessas minhas idas e vindas que imaginei  um banco, vasos de flores pendentes, dessas que caem feito cascata, e na cor vermelha, para combinar com as cores do estabelecimento.

Porque de uma coisa estou certa, mesmo que eu “ainda” não trabalhe com o que gostaria, acredito que independente dos motivos pelos quais isso ainda não aconteceu,  preciso me esforçar e fazer o meu melhor todo dia. Aqui cabe ser inteligente para poder tirar proveito da situação, por que é ela que no momento certo vai fazer  que eu consiga realizar meu objetivo final. Mas evidentemente você não tem a mínima concepção  do que estas palavras significam, uma pena.

Você gostou, certo?

Pintei de vermelho e verde – a parede de tijolinhos  na parte interna ficou uma graça, não acha que fez um par perfeito com os azulejos antigos no chão?

Viu que salpiquei alguns cactos e quadros por lá? E o freezer tadinho, estava precisando de uma ajeitada. Dei um tapa no balcão também, ele é velhinho, mas vai ficar lá até não aguentar mais, tenho por crença  que o mundo não precisa de mais lixo, sabe!

Mas preciso admitir: você é mais esperto, teu negócio é roubar. A otária aqui, conserta, planta, deixa bonito, e você fica com a parte mais fácil: vai na calada da noite e  sou agraciada pelo seu talento que só um fracassado(a) como você poderia  ter.

Voltei essa semana para comprar tudo outra vez: terra, gerânios, vasos, correntes para pendura-los, agora não serão apenas dois, mais três encantadores  vasinhos que irão lançar pequenas pétalas ao vento, deixando minha calçada mais charmosa de pisar. E  agora escrevendo isso cheguei a uma infeliz conclusão: caramba tu é muito preguiçoso (a) tinha dois vasos e você só levou um :/

No processo de plantar tudo novamente, machuquei minha mão com a furadeira e o martelo. Juro que quando estava chorando de dor enquanto colocava o gelo no machucado, foi a primeira vez que odiei você, e odiar uma pessoa é um sentimento terrível. Não posso deixar que ele crie raízes, é algo ruim que precisa ser descartado, arrancado feito erva daninha.

Se fui alertada que poderia ser roubada?

– Sim, mas eu não quis acreditar e eu não quero acreditar.

– Estou em negação?

-Não! Eu acredito que boas ações tem o poder de transformar as pessoas e as coisas ao nosso redor.

E é por esse simples motivo que preciso continuar plantando uma, duas quantas vezes for preciso, enquanto eu estiver por aqui.

Vou te dar um conselho: se é pra roubar, roube a falta de fé  que permite  ao ser humano acreditar que ele não é capaz.

 Você viraria um herói diante da humanidade…

Pensa com carinho sobre  isso e muda de vida.

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2 on 2 Dois Mundos Mil Fotos Pra Você

Heart – 2 on 2

novembro 2, 2016

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Moço,

Amor a gente planta no peito

rega, e tem paciência para deixar germinar o sentimento.

Aquece em dias frios com o calor do corpo por que toda vida precisa de sol pra crescer.

E depois espera, espera e espera…

Porque amor moço, cresce por dentro mas floresce por fora.

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Inquestionavelmente você me inspira…

Ps. 1 Para acompanhar este projeto 2 0n 2  segue o link para o blog da Faby Tsukino 

Ps. 2 Desculpem as imagens claras demais: estou sem internet em casa por conta de uma chuva  forte e fiz no escritório da fábrica, mas fiquei parecendo um fantasma, credo!!!

Bjs!

 

 

Divide Comigo Mil Fotos Pra Você

Sem Reboco…

outubro 20, 2016

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A sua falta de vaidade te faz mais bela

Você prefere se mostrar ao natural

a ser artificial.

Não se esconde atrás da maquiagem

Sabe que é melhor ser você mesma,

do que ter que se esconder uma vida inteira ( isso deve ser tão cansativo).

Assim sem reboco você sabe que sobressai

Não é, e nem deseja ser mais uma, como tantas.

É só você, é única.

Tem cheiro de flor e tua luz é tão espontânea

 Suas janelas surradas deixam em evidência as marcas do tempo

a vida e o sofrimento não poupa ninguém,

nem mesmo a ti.

Mas são elas que te deixam tão incrivelmente mais bonita aos meus olhos.

Eu quis entrar, tive vontade de saber se dentro de você eu encontraria

conforto

amparo

aconchego e

proteção

Mas  ouvi risos de crianças que quebraram o silêncio de antes.

Não tinha mais dúvidas,

cheguei a conclusão que tinha mais do que eu buscava.

Em você vivi a alegria…

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2 on 2 Mil Fotos Pra Você

2 on 2 (O Projeto)

outubro 2, 2016

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Este é só mais um simples projeto dos muitos espalhados aqui no blog em parceria com a Faby Tsukino   .

Dois estados, duas pessoas, duas fotos sem temas específicos.

Aqui a regra é: surpreenda-me…

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Entre uma foto e outra registrei algumas imagens dos meus vizinhos curiosos (pombos) só para não perder o costume.

Faby, valeu pelo convite!

Blog da Faby Tsukino   – Não esquece de visita-lo.

Beijos!!!

Antena Ligada Mil Fotos Pra Você

Sobre o Templo Budista, Quermesse e Filas

setembro 28, 2016

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Melhor que palavras vazias é uma que traga paz

Flor, luz e amizade.

Diz a verdade, ao ler estas palavras, não faz você sentir uma sensação agradável de bem estar?

Este foi o tema da 43ª quermesse do Templo Budista aqui de Brasília, no entanto eu deveria ter feito este post em agosto, porque foi o mês que o evento aconteceu.

Porém engatei em duas viagens seguidas e em mais uma reforma na fábrica. Ultimamente ando na companhia da furadeira, parafusos, latas de tintas, spray, adesivos de parede, e muitas idas e vindas nas lojas especializadas em todo o material que eu preciso para concluir o projeto.

E nestes momentos a ansiedade me consome, e só tenho vontade de gritar; porque eu quero fazer tudo em um único dia e começar um novo projeto. A minha urgência é sempre muito grande, no entanto: ansiedade + urgência é = Morgânia doente… Para desfazer uma situação tensa é preciso relaxar, descontrair, para seguir adiante.

Eu sei da importância de acalmar a mente para manter o corpo físico saudável.

Então o convite da Michelle Catarine, para que eu a acompanhasse ao templo,  me pareceu uma excelente solução para minha mente agitada, e de quebra colocava a conversa em dia com minha amiga, que  não via tinha quase um ano.

Cheguei meia hora antes do horário combinado; era minha primeira vez no evento e não queria ter que perder muito tempo com filas. Segundo a informação que  tinha, a festa costuma atrair um número considerado de pessoas em um espaço pequeno.

Aos sábados e domingos a quermesse sempre começa das 17h às 22h. Todavia minha prevenção acabou me rendendo R$ 5.00 a mais no bolso, justamente no último dia até às 6h a entrada era livre.

O pátio do templo estava iluminado com lanternas, fitas de cetim na cor branca e vermelha, e flores de papel crepom colorido, para celebrar o Urobon, que ficou conhecida como quermesse mas que já tem uma tradição de 2.500 anos. Uma celebração para honrar a memória dos ancestrais dos participantes.

No decorrer do evento pratica-se  a dança  Bon Odori, onde  as pessoas são convidadas a fazer parte das coreografias, para agradecer à natureza, imitando os movimentos de plantio da colheita.

Mas o inevitável aconteceu: chegou a hora das filas

  • A primeira para comprar as fichas de comidas.
  • Uma segunda para a retirada das mesmas – esse é um dos destaques da festa, pela sua variedade de comidas japonesas – optei por uma das mais típicas do Japão: o udon e o tempurá. Já a Mi escolheu o gyoza suíno e camarão empanado.
  • Para desfrutar das muitas barracas que oferecem serviços de beleza, roupas, acessórios, doces, chocolates, chás, cafés  e artes da cultura japonesas, você enfrenta mais algumas pequenas filas, para ser atendido.
  • E uma outra para entrar no templo – como sinal de respeito, primeiro você retira os sapatos, e caminha em direção, ao altar, e adivinha? Segue em uma fila até lá, para em seguida colocar um punhado de incenso em pó sobre brasas. Um ritual de oferecimento, que representa como o carma é criado: pensamentos, palavras e ações.

Eu não participei de nenhum ritual, de nenhuma dança, ou meditação, somente agradeci. Só precisava ficar ali observando as pessoas, e ouvindo  as muitas histórias da Mi; de como ela um dia irá se tornar uma pessoa extremamente rica com direito a motorista particular e viajar pelo mundo.

Neste momento abraço minha amiga com carinho enquanto  empresto dois band-ain de Hello Kitty para as bolhas que acabaram de se formarem em seus pés.

Às vezes você só precisa, de um abraço amigo (o meu caso) e de band-ain  (a Michelle)  pra ser feliz…

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Meu doce favorito japonês  🙂

Moti misto – Bolinho de arroz – Moti- (bater) é feito no ussu (pilão japonês) e com tsuchi (marreta de madeira)

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A luz do Buda é tão forte que ofusca o sol com seus benefícios. Em qualquer lugar que estiver ela me alcançará.

Recito namandabu – namandabu – namandabu em agredecimento

Para quem acredita na citação que acabei de escrever, é só pegar o pedaço de papel metalizar um desejo, e em seguida amarrar este papel ao varal.

Depois esperar que ele se realize.

Porque tudo é uma questão de ter fé, certo?

 

Beijos…

 

 

Dois Mundos Mil Fotos Pra Você

Beleza Singular

setembro 6, 2016

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O tempo é fugaz e a existência muito frágil, sendo assim; não deixe de aproveitar a beleza dos pequenos instantes na sua vida …


Inquestionavelmente você me inspira…

*Imagens – 60D Canon

Mil Fotos Pra Você The Road Is Home

Cariocando em Goiás

setembro 1, 2016

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                                                          “Eu não fiquei sonhando, eu realizei meus sonhos”

                                                                                                                                                                              Gil  

O tempo estava abafado e quente, mas as nuvens escuras insinuavam uma chuva, que acabou não vindo, e só alguns pingos, caíram no chão. Atravessei depressa a estreita rua Aurora e avistei um sobrado antigo entre as árvores: de cor branca e grandes janelas verdes talhados em madeira onde funcionava uma antiga marcenaria, que tem mais de cem anos de construção. Não é a primeira vez que passo por essa rua em frente a este prédio, mas é a primeira vez que encontro-a em pleno funcionamento, não a marcenaria, que fechou suas atividades há muito tempo, mas o Cariocando  Musical Bar e Restaurante que está a todo vapor.

Sentei em uma mesa na parte externa e esperei o garçom, então algo inusitado aconteceu: fui recepcionado pelo dono.

Gilberto é uma dessas figuraças.

Carioca, economista de profissão, aos 65 anos tem uma energia vital de um adolescente de 17 anos, pronto para desvendar o mundo sabe? Atitude que eu nunca tinha visto antes em nenhum ser humano com essa idade.

Ele me recebeu como alguém que já me conhecia há muitos anos, o que depois de algumas horas conversando e ouvindo suas  histórias no ramo dos restaurantes e de suas viagens pelo mundo e lições emocionantes de vida, me fez questionar sobre alguns aspectos da minha vidinha sem graça…

– Gostaria de entrar para fotografar ? –  perguntou – referindo-se ao outro cômodo do restaurante.

-Ah, sim seria ótimo – eu disse, tentando não socar o ar num gesto de vitória, por ter conseguido exclusividade para fotografar.

E entrei no espaçoso restaurante. Mesmo depois da reforma, explicou que fez questão de preservar o teto e janelas que são originais da época, e isso me soou tão poético, a mistura do antigo com o moderno fez um casamento perfeito na minha humilde opinião.

E percebendo todo o meu interesse em fotografar tudo, falou que ia me apresentar a uma cervejaria onde é fabricada a cerveja de Pirenópolis. Mas antes, disse ter um presente pra mim, e saiu da cozinha com um caldo de feijão, o melhor que já experimentei. E antes mesmo que pudesse acabar de comer meu presente, tive que deixa-lo para acompanhar o Gil. Atravessamos a rua com mais um casal de outra mesa e em uma fração de segundos invadimos a fábrica artesanal, o que deixou o atendente um pouco atordoado, em meio a uma avalanche de perguntas, sobre  o processo de fabricação da cerveja, ingredientes e cliques; e eu estava achando tudo uma experiência deliciosa…

Ou seja precisa ter pique para acompanhar o Gil. Tudo acontece muito rápido.

De resto: cerveja gelada, música ao vivo, comida de excelente qualidade, a conversa que flui de maneira simples e gostosa. Até aí tudo igual, certo? Todo bar/restaurante tem isso, de fato, mas o diferencial no Cariocando, sem sombra de duvidas, é o Gil. Um tipo de pessoa que eu desejo que atravesse meu caminho a cada esquina, me inspirando e passando uma confiança mesmo que imaginária a fazer minhas próprias viagens.

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Se você ficou com vontade de conhecer o lugar e claro o Gil, o Cariocando abre de quinta à domingo na rua Aurora, n/20 em Pirenópolis – Goiás.

Fica a dica!

Beijo!!!

 

 

 

Diário de Viagem Mil Fotos Pra Você The Road Is Home

O Camping e o Capetinha de Minas.

agosto 28, 2016

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– Vamos pro rancho?

Sugeriu Sandra com um sorriso largo e cativante que só ela tem.

– Vamos eu disse!

– Sério, vamos mesmo?

– Sim, vamos!

E depois da minha resposta positiva que nem ela mesmo acreditava, estava eu indo em direção a um lugar situado lá pelas bandas da Serra da Canastra. Pertinho da cidade de Tapira em Minas Gerais e sem luz elétrica, o que significava que a civilização iria ser deixada para trás e a internet nossa de cada dia que nós faz de escravos a cada minuto só seria uma vaga lembrança distante e saudosa para alguns amigos presente ali. Portanto a única maneira de conseguir energia a noite é fazendo uma gambiarra com fios ligado a bateria do carro, que clareia somente a cozinha aberta da pequena casa de um quarto, uma sala e um banheiro.

A água encanada precisa de toda uma produção: um cano é introduzido ao fogão à lenha que por sua vez passa por uma serpentina e chega até o banheiro com água aquecida, para ninguém passar frio na hora do banho, um luxo diga-se de passagem para a simplicidade do lugar.

Para conseguir chegar ao Rancho do Rogério, você come um monte de poeira é chacoalhado por todo caminho, porque a estrada é de chão, passa por muitas fazendas, mata-burros, dando a impressão que o carro não vai conseguir se equilibrar e você vai atolar e ficar ali, plantações de eucaliptos que deixa uma agradável aroma no ar e uma paisagem de tirar o fôlego, e para todos os efeitos: isso já vale muito à pena passar por todo o perrengue.

Ao chegar ao nosso destino, a Sandra pergunta outra vez se eu não gostaria de acampar; segundo ela seria algo muito legal. Verdade seja dita, nunca gostei muito da ideia de dormir dentro de uma barraca no meio do nada, e para mais uma incredulidade da minha amiga Sandra eu disse : por que não experimentar ?

Depois de armar as barracas em um chão de areia branca salpicado de pedrinhas perto das cachoeiras, a noite caí o frio chega, e agasalhar é preciso, a escuridão do céu revela constelações de estrelas que provavelmente nem foram catalogadas pela União Astronômica Internacional. Suspiros e mais suspiros enquanto caminhava no breu da noite com o Orfeu e uma pequena lanterna de companhia e na esperança de não encontrar nenhuma jaguatirica ou javali no caminho, animais comuns por essas redondezas, segundo o dono do rancho. Afinal de contas, meu cachorro nunca foi ou será um cão de guarda, ele só é um pequeno poodle assustado que tem medo da própria sombra.

Uma aranha de olhos brilhantes aparece no caminho, e ao longe uma queimada que clareava a noite, fato triste mas normal nesta época do ano por aqui, foram os únicos fatos que aconteceram antes de retornar para a barraca, que por sinal estava brutalmente confortável, mas eu precisei de 3 blusas 1 casaco e mais um cobertor para aguentar o frio que costuma chegar até 3 ºC em certas noites na região, evidentemente não foi o caso, mas mesmo assim estava frio.

Acordei quatro vezes ao longo da noite, fato bastante normal que acontece comigo toda vez que me encontro longe da minha cama, sempre estranho o lugar, de resto, foi agradável ouvir o som da cachoeira no silêncio da noite.

A manhã começou ensolarada, mais ainda fria e agitada com o pessoal preparando o café e a comida para o dia que acabava  de nascer, regada de muitos “causos” (como os mineiros chamam histórias e lendas aqui) sobre capetas, aparições e cemitérios todos narrados pelo Aires, um cara que tem uma habilidade excepcional pra fazer você rolar de rir.

Uma delas por sinal chamou a minha atenção, onde ele diz saber uma receita de um suposto capetinha, fabricado com fezes de animais e mais alguns ingredientes. Segundo a crença local, algumas pessoas acreditam que ao fabricarem esse criatura, e colocarem dentro de casa, ele trará grandes fortunas para seus proprietários.

Entre muitas gargalhadas, comida, churrasco, cerveja, vinho, doce de ambrosia, queijo e incredulidade de minha parte para as possíveis criaturas do além, só faltou tomar banho de cachoeira, mas o frio me fez covarde para entrar nas águas geladas.

Mas prometo Minas voltar um dia para suas águas, em dias mais quentes é claro.

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Meu céu é azul e amarelo

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Sua majestade: o queijo da Serra da Canastra – Isso é bom, é muito bom, bom mesmo.

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Beijos para Rosana, que é a melhor cozinheira do mundo e não deixou ninguém passar fome 🙂

Mil Fotos Pra Você

Às vezes…

agosto 4, 2016

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Às vezes eu gosto de tricotar: enquanto brinco com clipes de ursos montando uma composição para fotos e observo as nuvens, não necessariamente nesta ordem…

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