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Meu Pé de Pitanga – 2 on 2

janeiro 2, 2017

Paulo, o seu presente, cresceu, floriu e deu os primeiros frutos.

Foram quatro anos de uma longa ansiedade de minha parte; não é fácil fazer crescer uma árvore em terreno com entulho de construção. Dei o meu melhor: transplantei, reguei, esperei, e acreditei que seria possível. Ele se esforçou, bem sei de todo o sacrifício desse pezinho. Se não brotasse nenhum fruto, poderia fazer banho com suas folhas.

Sabe Paulo, as folhas desta planta é um santo remédio para baixar a febre.

A primeira floração foi linda, soltei o maior grito de emoção. Agora eu sabia, faltava muito pouco para relembrar do gosto fresco e cheiro de perfume de pitanga que nenhum boticário até o momento conseguiu reproduzir.

Os frutos também foram tímidos, e ainda tive que dividi-los com os pássaros e abelhas; não foi suficiente para fazer nem mesmo um copo de suco, porém  não liguei. O mais importante é que seu presente, me fez  retornar as tardes na roça do vovô Sóstenes: pensa em uma criatura que adorava subir nas árvores e alimentar os netos com tudo quanto é tipo de fruta!

Pitanga a “Eugênia Uniflora” – essa frutinha que parece uma mini abóbora  de cor vermelha e alaranjada, de sabor marcante, tem fruto frágil, mas suas folhas  são  um poderoso anti-inflamatório natural usado para tratar: hipertensão, bronquite e até doença do coração.

Obrigada pelo melhor presente que já ganhei em quatros anos.

A felicidade pode está em um pé de pitanga, né?

 

Tem mais no blog da Faby Tsukino.

Blog da Faby Tsukino 

Beijos!

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Pequena Notável – Olhos D’Água Continuação…

dezembro 29, 2016

… Somente hoje volto aqui para dar cabo a essa história (Olhos D’ Água). Confesso que dei uma enrolada, mas dezembro  tem sido um mês difícil e depois acho que não estou fazendo jus aos lugares que estive, e acabo travando uma briga com as palavras e elas desaparecem e  não sei o que escrever…

Porém, depois de apaziguar os meus fantasmas eis aqui a continuação do texto –  Agora de uma época bem  mais distante, quando essas terras ainda não eram habitadas e onde o vazio imperava. Porque acreditem ou não nem só pela tradicional Feira Do Troca  e refúgio de hippies essa terras são conhecidas.  Por essas bandas atravessou uma linha invisível aos olhos.

De 1498 a 1750  aqui serviu de limite territorial entre domínios coloniais portugueses e espanhóis.  Isso mesmo, esse é um dos pontos onde a linha do Tratado de  Tordesilhas passou.  Essa fonte de informação consta no livro – A história da Terra e do Homem no Planalto Central de Paulo Bertran .

No entanto se vocês não quiserem ler o livro que trata desde assunto, basta entrar no Bar Museu, posicionado num canto da praça Santo Antônio de Pádua, e a Dª Cecília  estará lá pronta para esclarecer todas as suas  dúvidas, e você ainda fica sabendo de algumas” fofocas”  da cidade.

De personalidade forte e opinião formada para tudo essa senhora tem orgulho de contar para cada turista que entra em seu bar que a linha passa por dentro do seu estabelecimento comercial.

Sem mesas e nem mesmo cadeiras (por falta de espaço mesmo) com pouca iluminação, você faz o pedido ao pé do balcão de madeira apodrecida pelo tempo e coberto por uma toalha de plástico. Mas vou logo adiantando, ali não é servido comidas, doces ou quitutes. O Bar tem mais de 200 tipos de cachaças, e garrafadas medicinais que a dona afiançou com toda a certeza do mundo, que serve para todo tipo de doença e perrengue. E segundo a própria, tudo está a venda: canecas esmaltadas antigas, bules, espigas de milho secas, bonecas de mdf , bonecas de palha de milho seco. Até uma algema com bola de ferro, instrumento para castigar e impedir a fuga de escravos repousa ali no balcão como resquícios da crueldade humana.

 

Poema de Emerval  Crespi – Tio Zé

Poema de nossa Aldeia

Lugarzim besta, sô
num tem nada prá oiá
uns triêrozim istreito
cercado de mato e pé de pau
cu’as fulozinha incarnada
arrudiada de bejafrô
lugarzim das rua prifumada
das vêis chêra áio queimado
das ôtra café torrado
chêra inté dama da noite
qui o vento metido a açoite
leva consigo pra bêra da istrada
ô cantim parado
onde as moça sai suzinha
no caminho da missa, à noitinha
sem importá cum hômi marvado
arremedo da chama da vida
de muleque e bola na praça
donde a igrejinha tenta inxergá a mina
num tem ferro, num tem vidraça
só moça e véia dibruçada
na janela
oiando a vida passá
vêis em quando inda si iscuita
bem prá acolá
o rangê dum carro de boi
qui insiste num si interrá
a junta incangada puxando
os causo desse lugá
lugarzim besta, sô
das vidinha tudo piquena
qual fulozinha branquinha
miúda e prifumada
qui brota dos laranjá.

Autor-EMERVAL CRESPI-TIO ZÉ

Mesmo que imaginária tenha  sido a linha do Tratado, e hoje ela não exista mais, ao entrar neste pequeno e desajeitado bar, estava com um pé na Espanha e outro Portugal. Agora diz aí se Olhos D’ Água não é uma pequena notável?

Beijos!!!

Antena Ligada Diário de Viagem Mil Fotos Pra Você The Road Is Home

Olhos D’Água

dezembro 13, 2016

Senhoras e senhores, bem-vindos a Olhos D’ Água, uma vila quase isolada entre duas capitais – Brasília e Goiânia.

Onde poucas ruas são calçadas, onde quase não circulam carros – por essas bandas charretes  cavalos e bicicletas são mais comuns.

Imagine, entrar em uma rua de pedra  e desembocar em uma estrada de chão batido de terra vermelha no meio do mato. E você se pergunta: – uai, acabou? Para abrir em seguida um sorriso e achar isso tudo incrível.

Logo, esqueça:  cartão de crédito ou débito. Quando você consegue encontrar um lugar com a máquina para cartão, o sinal é quase um suspiro de tão fraco, o dinheiro vivo ainda é quem manda por aqui.

Esqueça também: bancos, caixas eletrônicos, ou hospitais, e  acredite se quiser, aqui só tem uma farmácia. Sendo um distrito de Alexânia, você precisa pegar a estrada, para pagar as contas por lá … Não esperem também por uma prefeitura, aqui só funciona uma sub-prefeitura, mas na real situação do país, não acredito mais que alguém precise de prefeituras, congressos, ou coisas do tipo…

Ainda é  possível encontrar quem tenha tempo: pessoas que ficam sentadas nas calçadas de suas portas de casas modestas se deleitando de uma boa conversa fiada.

Para muitos que não vivem aqui, o lugar parou no tempo, até acreditam que existe um atraso gigantesco. Na minha concepção, é só uma menina sem a miníma vontade de crescer. É preciso  aceitar que tudo tem suas limitações, e não tem nada de errado nisso.

Eu diria mais:

Não cresça menina morena de cabelos lisos de Olhos D’ Água , tu é tão bonita assim do jeitinho que é; pura, inocente. Você tem alma sensível. Continue mostrando sua simplicidade. O mundo gira veloz é verdade. Se quiser menina cresça, mas cresça só quando tiver pronta.

 

Só existe um serviço de telefonia que funciona, e ainda sim, é preciso saber os pontos exatos, uma dica: um dos lugares fica próximo da Igreja de Santo Antônio de Pádua . Aliás o santo responsável pelo nascimento da pequena vila.

Nascida de uma promessa, feita por uma das moradoras do vilarejo em 1941, para seu santo de devoção Santo Antônio, santinho casamenteiro para nosso povo; eu me pergunto, seria uma promessa para encontrar marido???

Se foi esse ou não o pedido, eu não tenho como lhes contar, só  sei que a capela foi erguida, com a doação de terras pelos cunhados da moradora, então a promessa foi cumprida. Etâ santinho danado sô!

Algumas pessoas de Brasília, procuram o lugar em busca de calma nos finais de semana, e outras já compraram casas para um recanto e fazer um ninho.

O lugar ainda é muito tímido em questão de serviço hoteleiro, não se pode esperar mais do que isso, aqui vivem apenas mil habitantes e a maioria das pessoas que chegam de outras cidades ficam em casas de amigos ou parentes. Só existem três pousadas, com pouquíssimos quartos  para se hospedar, e por isso precisei fazer duas viagens, uma no sábado e retornar no domingo. Mas considerando que a BR – 060 é bonita e muito bem sinalizada, valeu o esforço.

Além do mais precisava realizar um sonho antigo – estaria participando pela primeira vez ao vivo e cores de uma feira de escambo.

Bules de Prata de Lei 🙂

Sonho antigo – Feira do Troca

No começo o povoado que surgiu em volta da Igreja, era formado por meeiros (agricultores que trabalham em terras que pertenciam a outra pessoa). Moeda corrente era algo raro, consequentemente o sal era o único produto que mandavam comprar na cidade de Corumbá. De resto; a comida, os animais e os tecidos fiados pelas mãos das fiadeiras era trocados por outros serviços prestados.

Somente em 1974 uma professora da UnB (Universidade de Brasília) Laís Aderne,  reuniu os moradores e juntos tiveram a ideia de produzirem produtos como comidas típicas artesanato de raiz e alguns utensílios para incentivar na produção local. Surgindo então a Feira do Troca, que acabou se consolidando e a troca por necessidade deixou de existir. Hoje é mais uma questão cultural mesmo e cada um faz uma troca ou venda  justa como meio de negociação.

 

O casal de namorados descansado entre os tapetes 🙂

A feira acontece semestralmente no mês de junho e dezembro, e esse mês aconteceu a 87ª edição –  É como entrar em um portal e se transportar para uma época antiga. Agora acrescente um pouco de música, danças, teatro de mamulengo, atração circense, comidas típicas, muita gente e você já tem todos os ingredientes de uma boa festa.

Ao contrário do sábado, o domingo tinha muito mais expositores, e a chuva o sol e o vento brincaram de esconde- esconde ao longo do dia, e todo mundo entrou na brincadeira – Uma hora a chuva saia fininha e fresca molhando o corpo, para em seguida se esconder e dá passagem ao sol, que lançavam seus raios como se espreguiçassem de uma longa noite de sono.

O vento???

Ah, esse era moleque travesso levando tudo que via pelo caminho.

 

Continua…

 

 

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Barcos – 2 on 2

dezembro 5, 2016

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Miguel,

fiz barquinho de papel

porque não sei fazer avião.

Vou colocar no mar.

Daqui, até lá

não vai demorar chegar.

Pega um e navega pelo mundo.

Você sabe que há muito para ser visto em toda parte,

desde que a gente mantenha os olhos bem abertos.

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Blog da Faby aqui

🙂

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Sr. Ladrão(a)

novembro 23, 2016

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Sr. Ladrão(a), primeiro espero sinceramente que você saiba ler; caso contrário peça para alguém fazer isso para você. Vou te contar os motivos que me levaram a colocar vasos de gerânios  na fachada da loja:

“Quero deixar a rua que me parece tão sem graça mais bonita para todo mundo que passa por ali. Seja de carro ou a pé; de avião ou de balão, o que custa deixa esse mundo mais bonito? Então por favor colabore”.

Já passaram três semanas desde que você resolveu surrupiar meu vaso de gerânios e  realmente posso entender  a tua falta de caráter – minhas plantas são incrivelmente lindas e tu não resistiu, certo? Mas ainda sim eu sinto falta delas.

Era uma manhã quente de domingo, quando cheguei na estufa, o pessoal havia acabado de molhar todas as plantas, e vez ou outra  era surpreendida por pingos de água, que caim  sobre a minha  pele – isso dá uma sensação gostosa, e você não tem vontade de sair de lá nunca mais. É tão verde, tão perfumado, tão colorido. Se tiver uma oportunidade aconselho que faça isso o quanto antes.

Domingo é meu dia favorito da semana. E já te explico: siga meu raciocínio lógico (caso você consiga é claro, é porque você pode ser uma criatura desprovida de faculdade mental) vai saber – Domingo é dia de passeio, de encontrar os amigos, a família, o amor de sua vida. Para quem gosta ou precisa: ir a igreja, falar com Deus “Ele” não está lá, mas há quem acredite nisso, enfim… Serve para você ficar de pernas pro ar; encontrar um café bacana na cidade; passear com o cachorro; pedalar por horas de bicicleta; ir ao cinema comer pipoca salgada com muita coca-cola gelada hummm! Testar uma receita nova ou até mesmo fazer uma viagem curtinha sabe? Tanta coisa legal pode acontecer, por isso ele é um dia especial para mim.

Eu já ouvi pessoas comentarem que a melhor coisa que fiz foi voltar para a fábrica.  Não concordo, mas precisei voltar. E como você notou, o lugar estava mal tratado e  não gostei nada do que encontrei ali, mas também adorei a ideia de poder transformar, limpar, ajeitar, colar, remendar… Se é pra deixar o lugar mais bonito  sou a pessoa certa para o trabalho.

O que  encontrei foi uma tela em branco, então pintei e organizei, mas faltava os acessórios . E comecei a observar a fachada da loja, no processo muito simples: andava até o outro lado da rua e ficava buscando uma forma de transformar e acrescentar algo que chamasse a atenção das pessoas que passavam ali,  e foi em uma dessas minhas idas e vindas que imaginei  um banco, vasos de flores pendentes, dessas que caem feito cascata, e na cor vermelha, para combinar com as cores do estabelecimento.

Porque de uma coisa estou certa, mesmo que eu “ainda” não trabalhe com o que gostaria, acredito que independente dos motivos pelos quais isso ainda não aconteceu,  preciso me esforçar e fazer o meu melhor todo dia. Aqui cabe ser inteligente para poder tirar proveito da situação, por que é ela que no momento certo vai fazer  que eu consiga realizar meu objetivo final. Mas evidentemente você não tem a mínima concepção  do que estas palavras significam, uma pena.

Você gostou, certo?

Pintei de vermelho e verde – a parede de tijolinhos  na parte interna ficou uma graça, não acha que fez um par perfeito com os azulejos antigos no chão?

Viu que salpiquei alguns cactos e quadros por lá? E o freezer tadinho, estava precisando de uma ajeitada. Dei um tapa no balcão também, ele é velhinho, mas vai ficar lá até não aguentar mais, tenho por crença  que o mundo não precisa de mais lixo, sabe!

Mas preciso admitir: você é mais esperto, teu negócio é roubar. A otária aqui, conserta, planta, deixa bonito, e você fica com a parte mais fácil: vai na calada da noite e  sou agraciada pelo seu talento que só um fracassado(a) como você poderia  ter.

Voltei essa semana para comprar tudo outra vez: terra, gerânios, vasos, correntes para pendura-los, agora não serão apenas dois, mais três encantadores  vasinhos que irão lançar pequenas pétalas ao vento, deixando minha calçada mais charmosa de pisar. E  agora escrevendo isso cheguei a uma infeliz conclusão: caramba tu é muito preguiçoso (a) tinha dois vasos e você só levou um :/

No processo de plantar tudo novamente, machuquei minha mão com a furadeira e o martelo. Juro que quando estava chorando de dor enquanto colocava o gelo no machucado, foi a primeira vez que odiei você, e odiar uma pessoa é um sentimento terrível. Não posso deixar que ele crie raízes, é algo ruim que precisa ser descartado, arrancado feito erva daninha.

Se fui alertada que poderia ser roubada?

– Sim, mas eu não quis acreditar e eu não quero acreditar.

– Estou em negação?

-Não! Eu acredito que boas ações tem o poder de transformar as pessoas e as coisas ao nosso redor.

E é por esse simples motivo que preciso continuar plantando uma, duas quantas vezes for preciso, enquanto eu estiver por aqui.

Vou te dar um conselho: se é pra roubar, roube a falta de fé  que permite  ao ser humano acreditar que ele não é capaz.

 Você viraria um herói diante da humanidade…

Pensa com carinho sobre  isso e muda de vida.

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Heart – 2 on 2

novembro 2, 2016

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Moço,

Amor a gente planta no peito

rega, e tem paciência para deixar germinar o sentimento.

Aquece em dias frios com o calor do corpo por que toda vida precisa de sol pra crescer.

E depois espera, espera e espera…

Porque amor moço, cresce por dentro mas floresce por fora.

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Inquestionavelmente você me inspira…

Ps. 1 Para acompanhar este projeto 2 0n 2  segue o link para o blog da Faby Tsukino 

Ps. 2 Desculpem as imagens claras demais: estou sem internet em casa por conta de uma chuva  forte e fiz no escritório da fábrica, mas fiquei parecendo um fantasma, credo!!!

Bjs!

 

 

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Sem Reboco…

outubro 20, 2016

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A sua falta de vaidade te faz mais bela

Você prefere se mostrar ao natural

a ser artificial.

Não se esconde atrás da maquiagem

Sabe que é melhor ser você mesma,

do que ter que se esconder uma vida inteira ( isso deve ser tão cansativo).

Assim sem reboco você sabe que sobressai

Não é, e nem deseja ser mais uma, como tantas.

É só você, é única.

Tem cheiro de flor e tua luz é tão espontânea

 Suas janelas surradas deixam em evidência as marcas do tempo

a vida e o sofrimento não poupa ninguém,

nem mesmo a ti.

Mas são elas que te deixam tão incrivelmente mais bonita aos meus olhos.

Eu quis entrar, tive vontade de saber se dentro de você eu encontraria

conforto

amparo

aconchego e

proteção

Mas  ouvi risos de crianças que quebraram o silêncio de antes.

Não tinha mais dúvidas,

cheguei a conclusão que tinha mais do que eu buscava.

Em você vivi a alegria…

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2 on 2 (O Projeto)

outubro 2, 2016

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Este é só mais um simples projeto dos muitos espalhados aqui no blog em parceria com a Faby Tsukino   .

Dois estados, duas pessoas, duas fotos sem temas específicos.

Aqui a regra é: surpreenda-me…

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Entre uma foto e outra registrei algumas imagens dos meus vizinhos curiosos (pombos) só para não perder o costume.

Faby, valeu pelo convite!

Blog da Faby Tsukino   – Não esquece de visita-lo.

Beijos!!!

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Sobre o Templo Budista, Quermesse e Filas

setembro 28, 2016

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Melhor que palavras vazias é uma que traga paz

Flor, luz e amizade.

Diz a verdade, ao ler estas palavras, não faz você sentir uma sensação agradável de bem estar?

Este foi o tema da 43ª quermesse do Templo Budista aqui de Brasília, no entanto eu deveria ter feito este post em agosto, porque foi o mês que o evento aconteceu.

Porém engatei em duas viagens seguidas e em mais uma reforma na fábrica. Ultimamente ando na companhia da furadeira, parafusos, latas de tintas, spray, adesivos de parede, e muitas idas e vindas nas lojas especializadas em todo o material que eu preciso para concluir o projeto.

E nestes momentos a ansiedade me consome, e só tenho vontade de gritar; porque eu quero fazer tudo em um único dia e começar um novo projeto. A minha urgência é sempre muito grande, no entanto: ansiedade + urgência é = Morgânia doente… Para desfazer uma situação tensa é preciso relaxar, descontrair, para seguir adiante.

Eu sei da importância de acalmar a mente para manter o corpo físico saudável.

Então o convite da Michelle Catarine, para que eu a acompanhasse ao templo,  me pareceu uma excelente solução para minha mente agitada, e de quebra colocava a conversa em dia com minha amiga, que  não via tinha quase um ano.

Cheguei meia hora antes do horário combinado; era minha primeira vez no evento e não queria ter que perder muito tempo com filas. Segundo a informação que  tinha, a festa costuma atrair um número considerado de pessoas em um espaço pequeno.

Aos sábados e domingos a quermesse sempre começa das 17h às 22h. Todavia minha prevenção acabou me rendendo R$ 5.00 a mais no bolso, justamente no último dia até às 6h a entrada era livre.

O pátio do templo estava iluminado com lanternas, fitas de cetim na cor branca e vermelha, e flores de papel crepom colorido, para celebrar o Urobon, que ficou conhecida como quermesse mas que já tem uma tradição de 2.500 anos. Uma celebração para honrar a memória dos ancestrais dos participantes.

No decorrer do evento pratica-se  a dança  Bon Odori, onde  as pessoas são convidadas a fazer parte das coreografias, para agradecer à natureza, imitando os movimentos de plantio da colheita.

Mas o inevitável aconteceu: chegou a hora das filas

  • A primeira para comprar as fichas de comidas.
  • Uma segunda para a retirada das mesmas – esse é um dos destaques da festa, pela sua variedade de comidas japonesas – optei por uma das mais típicas do Japão: o udon e o tempurá. Já a Mi escolheu o gyoza suíno e camarão empanado.
  • Para desfrutar das muitas barracas que oferecem serviços de beleza, roupas, acessórios, doces, chocolates, chás, cafés  e artes da cultura japonesas, você enfrenta mais algumas pequenas filas, para ser atendido.
  • E uma outra para entrar no templo – como sinal de respeito, primeiro você retira os sapatos, e caminha em direção, ao altar, e adivinha? Segue em uma fila até lá, para em seguida colocar um punhado de incenso em pó sobre brasas. Um ritual de oferecimento, que representa como o carma é criado: pensamentos, palavras e ações.

Eu não participei de nenhum ritual, de nenhuma dança, ou meditação, somente agradeci. Só precisava ficar ali observando as pessoas, e ouvindo  as muitas histórias da Mi; de como ela um dia irá se tornar uma pessoa extremamente rica com direito a motorista particular e viajar pelo mundo.

Neste momento abraço minha amiga com carinho enquanto  empresto dois band-ain de Hello Kitty para as bolhas que acabaram de se formarem em seus pés.

Às vezes você só precisa, de um abraço amigo (o meu caso) e de band-ain  (a Michelle)  pra ser feliz…

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Meu doce favorito japonês  🙂

Moti misto – Bolinho de arroz – Moti- (bater) é feito no ussu (pilão japonês) e com tsuchi (marreta de madeira)

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A luz do Buda é tão forte que ofusca o sol com seus benefícios. Em qualquer lugar que estiver ela me alcançará.

Recito namandabu – namandabu – namandabu em agredecimento

Para quem acredita na citação que acabei de escrever, é só pegar o pedaço de papel metalizar um desejo, e em seguida amarrar este papel ao varal.

Depois esperar que ele se realize.

Porque tudo é uma questão de ter fé, certo?

 

Beijos…

 

 

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Beleza Singular

setembro 6, 2016

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O tempo é fugaz e a existência muito frágil, sendo assim; não deixe de aproveitar a beleza dos pequenos instantes na sua vida …


Inquestionavelmente você me inspira…

*Imagens – 60D Canon