Antena Ligada Mil Fotos Pra Você

Sobre o Templo Budista, Quermesse e Filas

setembro 28, 2016

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Melhor que palavras vazias é uma que traga paz

Flor, luz e amizade.

Diz a verdade, ao ler estas palavras, não faz você sentir uma sensação agradável de bem estar?

Este foi o tema da 43ª quermesse do Templo Budista aqui de Brasília, no entanto eu deveria ter feito este post em agosto, porque foi o mês que o evento aconteceu.

Porém engatei em duas viagens seguidas e em mais uma reforma na fábrica. Ultimamente ando na companhia da furadeira, parafusos, latas de tintas, spray, adesivos de parede, e muitas idas e vindas nas lojas especializadas em todo o material que eu preciso para concluir o projeto.

E nestes momentos a ansiedade me consome, e só tenho vontade de gritar; porque eu quero fazer tudo em um único dia e começar um novo projeto. A minha urgência é sempre muito grande, no entanto: ansiedade + urgência é = Morgânia doente… Para desfazer uma situação tensa é preciso relaxar, descontrair, para seguir adiante.

Eu sei da importância de acalmar a mente para manter o corpo físico saudável.

Então o convite da Michelle Catarine, para que eu a acompanhasse ao templo,  me pareceu uma excelente solução para minha mente agitada, e de quebra colocava a conversa em dia com minha amiga, que  não via tinha quase um ano.

Cheguei meia hora antes do horário combinado; era minha primeira vez no evento e não queria ter que perder muito tempo com filas. Segundo a informação que  tinha, a festa costuma atrair um número considerado de pessoas em um espaço pequeno.

Aos sábados e domingos a quermesse sempre começa das 17h às 22h. Todavia minha prevenção acabou me rendendo R$ 5.00 a mais no bolso, justamente no último dia até às 6h a entrada era livre.

O pátio do templo estava iluminado com lanternas, fitas de cetim na cor branca e vermelha, e flores de papel crepom colorido, para celebrar o Urobon, que ficou conhecida como quermesse mas que já tem uma tradição de 2.500 anos. Uma celebração para honrar a memória dos ancestrais dos participantes.

No decorrer do evento pratica-se  a dança  Bon Odori, onde  as pessoas são convidadas a fazer parte das coreografias, para agradecer à natureza, imitando os movimentos de plantio da colheita.

Mas o inevitável aconteceu: chegou a hora das filas

  • A primeira para comprar as fichas de comidas.
  • Uma segunda para a retirada das mesmas – esse é um dos destaques da festa, pela sua variedade de comidas japonesas – optei por uma das mais típicas do Japão: o udon e o tempurá. Já a Mi escolheu o gyoza suíno e camarão empanado.
  • Para desfrutar das muitas barracas que oferecem serviços de beleza, roupas, acessórios, doces, chocolates, chás, cafés  e artes da cultura japonesas, você enfrenta mais algumas pequenas filas, para ser atendido.
  • E uma outra para entrar no templo – como sinal de respeito, primeiro você retira os sapatos, e caminha em direção, ao altar, e adivinha? Segue em uma fila até lá, para em seguida colocar um punhado de incenso em pó sobre brasas. Um ritual de oferecimento, que representa como o carma é criado: pensamentos, palavras e ações.

Eu não participei de nenhum ritual, de nenhuma dança, ou meditação, somente agradeci. Só precisava ficar ali observando as pessoas, e ouvindo  as muitas histórias da Mi; de como ela um dia irá se tornar uma pessoa extremamente rica com direito a motorista particular e viajar pelo mundo.

Neste momento abraço minha amiga com carinho enquanto  empresto dois band-ain de Hello Kitty para as bolhas que acabaram de se formarem em seus pés.

Às vezes você só precisa, de um abraço amigo (o meu caso) e de band-ain  (a Michelle)  pra ser feliz…

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Meu doce favorito japonês  🙂

Moti misto – Bolinho de arroz – Moti- (bater) é feito no ussu (pilão japonês) e com tsuchi (marreta de madeira)

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A luz do Buda é tão forte que ofusca o sol com seus benefícios. Em qualquer lugar que estiver ela me alcançará.

Recito namandabu – namandabu – namandabu em agredecimento

Para quem acredita na citação que acabei de escrever, é só pegar o pedaço de papel metalizar um desejo, e em seguida amarrar este papel ao varal.

Depois esperar que ele se realize.

Porque tudo é uma questão de ter fé, certo?

 

Beijos…

 

 

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6 Comments

  • Reply Michelle Catarine setembro 28, 2016 at 9:10 pm

    que linda. Parabéns!

  • Reply femariaotoni setembro 29, 2016 at 3:37 pm

    Festa Junina em templo Budista é novidade para mim, eu ainda espero ir em uma próxima, tem um templo aqui em SP o Zui Lao, algo assim hahahahaa mas ainda vou visitar gente
    E esse doce? eu querooooooooo ehehehe
    Lindas fotos como sempre Morg…
    Aaaa, meu notebook tá de voltaaaaaa
    Só não vendi nada da Natura ainda, me sentindo péssima vendedora ai ai
    Bjs

    • Reply Morgânia Lima setembro 29, 2016 at 3:48 pm

      Hahah, Fê não é bem uma festa junina, porque acontece em agosto, e não tem fogueira, nem bombinhas ou fogos de artifícios que tenho pavor de tanto medo.Se fosse tipo festa de São João nem chegaria perto…
      Aqui é que a festa ganhou o nome de quermesse 🙂

      Aí menina não fica assim, Natura não é nenhuma novidade tu sabe, e tem vendedor em cada esquina, uma hora acontece.
      E olha só, que ótima notícia, sobre teu notebook.
      Vai ser feliz escrevendo garota, mas não desiste da loja. Cada esforço vale muito.
      Beijos

      • Reply femariaotoni setembro 29, 2016 at 5:24 pm

        É que eu sou muito folgada hahahahaa não tenho saco para ficar fazendo propaganda de produto, curto mais fazer resenha sabe, mostrar que tal produto é legal e bom mas quem sabe ainda encontro um jeito de vender o meu peixe rssss
        Não vou desistir não porque eu gosto da Natura sériooo
        Aaaaa ainda to querendo o doce ahuahuahuahauahuaaa
        Bjs Morg

        • Reply Morgânia Lima setembro 29, 2016 at 5:40 pm

          Olha, prefiro a maneira como você faz, porque você já usou e tem mais propriedade para falar sobre os produtos.
          Beijos

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